Luca Giovanella se destaca com a camisa 10 do Lajeadense na Divisão de Acesso

Aos 22 anos, o jovem Luca Giovanella vem ganhando destaque com a camiseta celeste do Lajeadense. Apesar da pouca idade, Luca tem uma experiência no futebol Europeu que muito jogador profissional ainda não tem.


O camisa 10 já passou por países como Espanha e Alemanha nas categorias inferiores. Em 2010, quando tinha dez anos, ficou três temporadas na base do Juventude. Depois passou pelo Celta de Vigo (Espanha), Aalen (Alemanha) e Fátima (Portugal). Em 2020, Giovanella retornou ao solo gaúcho e vestiu a camiseta do Lajeadense. Já nesta temporada, ele encarou o desafio de assumir a camisa 10 do clube na Divisão de Acesso. Luca considera esse como seu primeiro ano no futebol profissional, apesar de já ter integrado elencos de times principais desde 2017.  


"Eu considero meu primeiro ano profissional realmente. Desde 2017 eu integrava elencos profissionais, mas sempre na transição de time B para o profissional. Em 2018 joguei uma Liga profissional na Espanha, mas podiam jogar atletas amadores. Em 2019 fui para Portugal, para a segunda liga, mas não entrei em campo por questões de documentação", explicou.


MOMENTO ATUAL


Com a camisa do Lajeadense, o meia já tem 12 jogos e dois gols marcados. O último foi na partida de ida das quartas de final da Divisão de Acesso. Diante do Cruzeiro, em Cachoeirinha, o jogador fez o segundo gol da vitória do clube, dando um passo importante no sonho do acesso.


"Estou muito feliz de poder jogar na minha cidade com a minha família. Sou muito grato. Conheço muitos desde 2016 no juvenil. É um grupo unido, fechado. Isso que tem feito a diferença. É uma campanha boa e estamos crescendo. Agora, nos mata-matas conseguimos um bom resultado fora de casa em um jogo muito difícil", afirmou.


Sob o comando do técnico Gelson Conte, o jovem não poupou elogios a comissão técnica. Ele diz ser muito grato pela confiança do treinador e dos demais membros da comissão, que fez questão de citar.


"O trabalho com Gelson e com o pessoal da comissão, o Jeferson, o Junior, o Diego sou grato pela confiança. O grupo todo está com eles", declarou.


Gelson Conte tem uma rica história também em Lajeado. Ele foi um dos jogadores mais importantes do time na década de 90. No Gauchão de 1991 foi artilheiro do campeonato com 17 gols. É a única vez na história centenária do clube que um jogador foi goleador do principal campeonato do estado. Na época, o time ainda jogava no antigo estádio Florestal. Luca está longe da artilharia da Divisão de Acesso 2021, contudo, cada gol marcado é muito comemorado por ajudar a equipe na luta pelo acesso.


"Já tinha feito o primeiro gol no clássico contra o Avenida na casa deles. Foi o gol da vitória na primeira fase. Graças a Deus no mata-mata, no primeiro jogo veio o segundo gol em um momento importante. Estou feliz pelo gol. Não tenho muito tamanho de centroavante, mas foi um gol típico de centroavante. Meus companheiros fizeram uma jogada linda, o nosso lateral fez um ótimo cruzamento e pude fazer o gol", detalhou L10.


FUTEBOL ESTÁ NO SANGUE


Luca afirma que nasceu para jogar futebol e não é por menos. O jovem é filho de Everton Giovanella. O meio-campista já pendurou as chuteiras, mas não se afastou do futebol. Ele é presidente do conselho de administração do Lajeadense. Como jogador, teve mais de 370 partidas. Após surgir no time no começo da década de 1990, Giovanella passou pelo estádio Beira-Rio e ganhou o futebol de Portugal e Espanha. No velho continente jogou por 10 anos na Espanha em clubes como Salamanca e Celta de Vigo.


"Na verdade, quando ele jogava a gente dizia que eu era filho dele. Agora a gente diz que ele é meu pai (risos). Brincadeiras à parte, meu avô também foi presidente do clube. O futebol vem no sangue", disse o jovem. 


MODELO L10


Não é só com a camisa 10 do Lajeadense que o atleta se sai bem.

Em 2020, Luca fez trabalhos como modelo. Ele afirma que o futebol é a sua paixão, mas devido à pandemia, com a paralisação dos campeonatos, teve de se reinventar e surgiu uma nova oportunidade. Como modelo fez trabalhos para lojas e agências. Contudo, garantiu que o foco é dentro de campo, nas quatro linhas.


"Acredito que a gente sempre pode estar aberto a fazer tudo que a gente se propõe na vida, mas meu foco é total no futebol na carreira como atleta. Para isso vivo meus dias, meus treinos são para isso. A questão de modelo foi mais ali na pandemia, que vivemos momento de se reinventar. Sou cara extrovertido, nunca fui tímido, tive facilidade nesse tipo de situações. Fui convidado por lojas, agências e na pandemia fiz até para ter outra renda já que no futebol estava tudo parado. Mas o meu foco é o futebol, amo fazer e é a minha paixão", finalizou.


Foto: Leonidas Cardoso/ FOTO TRI