Mais de 40 árbitros gaúchos apitaram os jogos das Surdolimpíadas, em Caxias do Sul


Termina neste domingo, em Caxias do Sul, o maior evento esportivo para pessoas com perda auditiva ou surdez profunda. A Serra Gaúcha recebeu mais de 4 mil participantes para a 24ª Surdolimpíada, que acontece a cada quatro anos. Pela primeira vez na história, os Jogos foram realizados na América Latina. A competição é quase centenária. Em 98 anos, Caxias foi a escolhida para receber o surdoatletas.


A modalidade do futebol fecha esta edição. Aliás, o futebol contou com a participação de 40 profissionais gaúchos. O Comitê Organizador contratou o Sindicato dos Árbitro de Futebol do Estado do Rio Grande do Sul (SAFERGS) para apitar as partidas. A grande final será neste domingo, às 14h, entre França e Ucrânia, no Estádio Centenário.


"Trabalhamos em cerca de 46 profissionais, sendo três estrangeiros, do Irã. Foi uma experiência diferente, pois estamos acostumados em jogos com o apito, e eles todos devem usar a bandeira e sinalizar ao mesmo tempo. Temos que estar sempre no campo de visão do atleta. Nos outros campeonatos sempre procuramos estar em diagonal e atrás da bola. Mas foi muito bom. O resultado foi positivo. É o terceiro maior evento do mundo. É algo que ficará marcado no estado", declarou o presidente da SAFERGS, Maicon Zuge.


As regras do jogo são as mesmas do futebol praticados pelos ouvintes (pessoas que escutam e falam). A única diferença é que o árbitro principal usa uma bandeira na mão, a mesma dos auxiliares. É a forma que ele tem de sinalizar faltas e de quem é a posse de bola. O apito também é utilizado para orientação do público.


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