"Não podemos nem cogitar a hipótese disso mais", afirma integrante da SAF Xavante
- Peleia FC

- 23 de abr.
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Foto: Brasil/Divulgação
O Brasil de Pelotas enfrenta um impasse logístico e jurídico às vésperas de uma das partidas mais aguardadas do primeiro semestre: a final da Recopa Gaúcha contra o Internacional, marcada para o dia 6 de maio, no Estádio Bento Freitas. O "problemão" reside em uma punição pendente, decorrente de incidentes ocorridos em 2025, que, no cenário atual, obrigaria o Xavante a disputar o título de portões fechados.
Em entrevista à TV Xavante, Fernando Ferreira, integrante da gestão da SAF, revelou que a estratégia jurídica é tentar transferir o cumprimento dessa sanção para a Copa FGF, embora a competição estadual comece apenas após a data da Recopa.
O tom da diretoria é de alerta máximo, especialmente após conversas com a FGF e com o corpo jurídico do clube. Ferreira expôs a gravidade da situação ao citar o diálogo com o advogado do Brasil, Dr. Alexandre Brandão.
"Ele falou o seguinte: 'olha, Fernando, eu não tenho muito o que fazer mais, quer dizer, o Brasil está marcado lá' por conta das questões sucessivas que aconteceram no passado. E as punições vão ser cada vez maiores. E veja, é aquela coisa, o futebol se decide no detalhe, se decide em um ou outro jogo. Perder um mando de campo pode ser a perda de uma classificação", desabafou o gestor.
Para a SAF, a presença do torcedor é o maior ativo do clube e sua ausência por motivos disciplinares pode comprometer todo o planejamento esportivo e financeiro da nova era. Ferreira destacou que a força da arquibancada é o que diferencia o Brasil dos demais clubes do estado, mas que esse apoio não pode se transformar em prejuízo.
"Se a gente não pode contar com a torcida do Brasil, a gente perde assim, perde demais. Perde nós, perde o torcedor, perde o clube, porque pode ser um acesso que você não tenha. E um acesso que não tenha complica muito o futuro do clube. Então, o que nós vamos precisar é, primeiro, fazer um trabalho muito grande de divulgação para o nosso torcedor de que comportamentos, questões de racismo, jogar material dentro do campo, sinalizador, são questões que não podem acontecer", reiterou.
A preocupação com a reincidência é tamanha que a gestão convoca os próprios torcedores a atuarem como "fiscalizadores" dentro do estádio para identificar infratores e evitar cenas de violência ou invasões. O recado sobre as consequências de novos episódios de indisciplina foi direto e alarmante para quem projeta o futuro xavante.
"Invasão de campo, isso aí não podemos nem cogitar a hipótese disso. Uma invasão de campo novamente o nosso advogado prevê que a gente perca pelo menos uns 5 mandos de campo. Perder 5 mandos de campo hoje, meu amigo, é dar adeus a qualquer campeonato", concluiu Ferreira, deixando claro que o comportamento da torcida no Bento Freitas será determinante para o sucesso da SAF em 2026.




é bem capaz da FGF fazer essa pataquada, um jogo único decidindo título, sem torcida, mas esperar bom senso vindo de lá é como mosca branca.