"Não queremos favorecimento, queremos critério": Veranópolis reclama da arbitragem e questiona gol na Divisão de Acesso

O Veranópolis manifestou-se publicamente através das suas redes sociais para fazer um pronunciamento contra a atuação da equipa de arbitragem comandada por Rafael Klein. A reclamação do clube refere-se ao jogo de ida das quartas de final da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho, disputado contra o União Frederiquense. Na ocasião, o União venceu por 2 a o.
Em nota oficial, a diretoria e o departamento de futebol do VEC listaram seis episódios específicos ao longo do confronto e contestaram as marcações que influenciaram o resultado da partida.
A indignação da equipa de Veranópolis concentra-se na disparidade de critérios adotados durante os 90 minutos, alegando ter sido prejudicada em lances disciplinares e no lance que originou o segundo golo do adversário.
As principais reclamações do clube
Na nota divulgada, o Veranópolis compilou uma cronologia de lances da partida para demonstrar a insatisfação com as decisões do árbitro:
08’ do 1º tempo: Falta não assinalada sobre atleta do VEC próximo da grande área.
09’ do 1º tempo: Chegada por trás sem falta ou advertência aplicadas.
10’ do 1º tempo: Entrada dura sofrida por Henrique Neko sem qualquer marcação da arbitragem.
35’ do 1º tempo: Entrada violenta com perna elevada contra atleta do Veranópolis, classificada pelo clube como de "alto risco", sem marcação de falta ou cartão.
36’ do 1º tempo: Expulsão direta de Sampson logo após sofrer falta no meio-campo. Segundo o clube, a decisão "muda completamente o cenário da partida e faz o Veranópolis disputar todo o segundo tempo com um jogador a menos".
43’ do 2º tempo: Falta marcada contra o VEC e cartão amarelo aplicado após um atleta comemorar em frente ao adversário "sem contato aparente nas imagens".
O VEC destaca que foi justamente a partir dessa cobrança de falta aos 43 minutos da etapa final que nasceu o segundo golo do União Frederiquense. O clube aponta ainda incoerência na sinalização do lance: "O assistente não demonstra de imediato a sinalização convencional de confirmação do gol, enquanto o árbitro principal aponta para o centro do campo e valida o lance".
Diante dos episódios, o clube resumiu o seu posicionamento exigindo igualdade na condução dos jogos decisivos: "Estamos falando de mata-mata. De decisões que mudam jogos. De lances que precisam ser analisados com o mesmo critério para os dois lados. Não queremos favorecimento. Queremos critério, equilíbrio e respeito ao trabalho de todos".
O confronto decisivo de volta ocorre no próximo domingo, quando o Veranópolis busca reverter a desvantagem e espera que "o protagonismo seja de quem deve ser: dos atletas dentro de campo".
Confira a nota do clube na íntegra:
"O Veranópolis E.C.R.C. respeita a arbitragem e a competição. Mas respeito também exige critério.No jogo de ida das quartas de final, uma sequência de decisões deixou questionamentos sérios:08’ do 1º tempo — atleta do VEC é empurrado próximo à entrada da área. A infração não é marcada.09’ do 1º tempo — chegada por trás sobre nosso atleta. O jogo segue sem falta e sem advertência.10’ do 1º tempo — entrada forte sobre Henrique Neko. Mais uma vez, nada marcado.35’ do 1º tempo — nosso atleta sofre uma entrada violenta, com a perna elevada, em um lance de alto risco e que poderia ter terminado de forma muito pior. Ainda assim, a arbitragem não marca falta e não apresenta cartão.36’ do 1º tempo — Sampson sofre a falta no meio-campo, a arbitragem marca a infração a favor do VEC e, na sequência, aplica cartão vermelho direto ao nosso atleta. Uma decisão que muda completamente o cenário da partida e faz o Veranópolis disputar todo o segundo tempo com um jogador a menos.43’ do 2º tempo — nosso atleta vibra em frente ao adversário, sem contato aparente nas imagens. Mesmo assim, a arbitragem paralisa o jogo, marca a falta contra o VEC e ainda aplica cartão amarelo.E é justamente dessa cobrança que nasce o segundo gol.A falta é cobrada diretamente para a área. Nenhum atleta toca na bola durante a trajetória. A bola segue direto em direção ao gol e entra sem qualquer desvio aparente.Na sequência, outro ponto chama atenção: o assistente não demonstra de imediato a sinalização convencional de confirmação do gol, enquanto o árbitro principal aponta para o centro do campo e valida o lance.É um momento decisivo da partida, originado de uma falta que, pelas imagens, também gera questionamentos quanto ao próprio contato que motivou a marcação.Estamos falando de mata-mata. De decisões que mudam jogos. De lances que precisam ser analisados com o mesmo critério para os dois lados.Não queremos favorecimento.Queremos critério, equilíbrio e respeito ao trabalho de todos.As imagens estão aí.Domingo tem o jogo da volta. E esperamos que o protagonismo seja de quem deve ser: dos atletas dentro de campo."





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