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"Não é um golpe, não é algo arquitetado": Presidente da FGF explica proposta de mudança no estatuto

12 de ago.
2 min de leitura

Foto: Max Peixoto/FGF

A diretoria da Federação Gaúcha de Futebol (FGF) convocou para o dia 25 de agosto uma assembleia geral extraordinária para analisar e votar alterações no seu estatuto social. O ponto central do debate é a retirada do teto de reeleição para o cargo de presidente.


Atualmente, a legislação interna da FGF permite apenas uma reeleição consecutiva. A nova proposta permite reeleições ilimitadas, mantendo a exigência de apoio por escrito de 20% do colégio eleitoral para o registro de chapas.


Em entrevista concedida ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, o presidente da FGF, Luciano Hocsman, detalhou os motivos da alteração. Durante a entrevista, o dirigente argumentou que o debate sobre o estatuto vem sendo tratado de forma descontextualizada da realidade administrativa da federação:

"A narrativa que está tentando se buscar não condiz com a realidade. Não é um processo eleitoral. Estamos a um ano do processo, um pouco menos. Me causa estranheza se tratar de uma questão eleitoral diretamente neste ponto. Não é uma defesa pessoal. O ponto da questão da eleição é o que chama mais atenção. Mas eu preciso contar do passado", afirmou Hocsman.

O argumento fiscal e a saída do Profut


Segundo Hocsman, a restrição de mandatos havia sido inserida no estatuto por exigência do Programa de Modernização do Futebol Brasileiro (Profut), em 2015, como contrapartida para a renegociação de débitos tributários federais:

"A FGF tinha uma dívida fiscal histórica de outras gestões. Essa dívida estava sendo executada e, em 2015, houve um plano de refinanciamento, o Profut, onde os clubes e federações tinham possibilidade de renegociação com redução de juros, mas tinham contrapartidas, como a necessidade de ter em seu estatuto apenas uma reeleição. Até então, a FGF não tinha nenhum limite de reeleição. O meu amigo Novelletto se beneficiou desta antiga redação e ficamos 16 anos no poder", acrescentou.

O presidente informou que o passivo fiscal, originalmente avaliado em R$ 25 milhões, foi reduzido para R$ 14 milhões e, após nova renegociação no corrente ano, caiu para R$ 6 milhões. A negociação permitiu o desligamento da entidade do Profut e a desvinculação das suas exigências estatutárias. Assim, a FGF pode voltar ao estatuto como era antes.


Regras eleitorais e colégio eleitoral


Luciano Hocsman reiterou que a adequação busca retornar às regras de antes do Profut e garantiu a manutenção da isonomia no pleito:

"Tomamos a decisão com proposição desta consultoria de voltar como era antes, que foi determinada por lei. Não é nenhum projeto pessoal de perpetuação, nenhum projeto para evitar que outras pessoas concorram à FGF. Não mudou o processo eleitoral em regras; isso foi um cuidado que tomei. Não é um golpe, não é algo arquitetado. As regras são as mesmas e pode concorrer quem quiser. Se for do interesse dos clubes, aí vamos ver. Eu quero pelo menos ter a possibilidade de colocar meu nome", concluiu.

A lista oficial da entidade para voto na assembleia do dia 25 conta com 56 clubes aptos ao voto, dos quais nove ainda buscam regularização de pendências administrativas para o pleito.

 
 
 

2 comentários


Sérgio Luiz
12 de ago.

O Sr. Luciano Hocsman quer continuar no poder e, para isso, precisa mudar o estatuto. É simples assim.

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Pedro silva
12 de ago.

SE ISSO NÃO É INTERESSE, SÓ FALTA APROVAR A APROPRIAÇÃO DA FEDERAÇÃO,ESSE SENHOR ESTA ACABANDO COM O FUTEBOL GAÚCHO,QUAL INCENTIVO QUE ELE TROUXE ARA O FUTEBOL GAÚCHO NESSE TEMPO QUE ELE É PRESIDENTE,MUDAR PARA QUE ,TEM QUE TRABALHAR PELO NOSSO FUTEBOL ,PAGAM UMA BABILÔNIA PARA A DUPLA E PARA O INTERIOR UMA MERRECA,PODE DIMINUIR A COTA DA DUPLA,QUE ELES NÃO VÃO ABANDONAR O GAUCHÃO,POIS É O UNICO TITULO QUE PODEM GANHAR

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