O governo não apresenta sugestões, ele vai ouvir o que a FGF tem para apresentar, afirma secretário


Nesta quinta-feira, a Federação Gaúcha de Futebol terá um novo encontro com o governador, Eduardo Leite, para tratar da possibilidade de retorno do futebol no Rio Grande do Sul, reiniciando o calendário pelo Gauchão.


Cerca de 24h antes da reunião, o secretário estadual de Esporte e Lazer, Francisco Vargas, concedeu entrevista ao programa Esporte Notícia, da Rádio Bandeirantes. Ele declarou que todos querem ver futebol, mas com a segurança para os envolvidos.

O próprio secretário já teve uma reunião na sede da FGF com o presidente Luciano Hocsman. Contudo, admitiu que o projeto apresentado na época não tem mais como ser colocado em prática devido a situação da pandemia em solo gaúcho.


"A ideia, amanhã, é ouvir (a FGF). Mas a ideia é se construir, é de haver uma aproximação. O governo não apresenta sugestões, ele vai ouvir o que a Federação Gaúcha de Futebol tem para apresentar", declarou Vargas à emissora da capital.


Ele também observou ser difícil o retorno, pois o governador se preocupa muito com a vida humana. "Se nós analisarmos as condições que representam as cores das bandeiras, é difícil", contou o secretário.


Pelo atual sistema de Distanciamento Controlado, o governo autoriza treinos coletivos e partidas de futebol em regiões com bandeira amarela. Na bandeira laranja apenas treinos físicos são permitidos. Bandeiras vermelha e preta paralisam 100% as atividades esportivas.


"Quando se há a possibilidade de retorno do futebol em um local com bandeira amarela, é necessário criatividade. Creio que a FGF tem competência para organizar isso", afirmou.


O secretário disse esperar que a Federação faça uma grande apresentação do seu projeta amanhã e consiga convencer o governo de que é possível retornar com os jogos com as possíveis medidas que serão estudadas. Entretanto, um dificultador pode ser o número de envolvidos por jogos.


"Terá no mínimo 200 pessoas em um estádio, isso não é pouca gente (em se havendo um retorno dos jogos). Acredito que se poderia tentar uma redução desse número, mas acho difícil", ponderou o secretário.


Foto: Felipe Valle/RS/GOV/Divulgação