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Presidente da FGF avalia impactos do fim das patrocínios de apostas no Gauchão e a busca alternativas

há 3 minutos
2 min de leitura
Foto: William Abi/FGF

A reestruturação do mercado de apostas esportivas no Brasil acendeu um sinal de alerta na gestão do futebol gaúcho. Em entrevista à Rádio Pelotense, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, demonstrou preocupação com as recentes medidas do governo federal que impactaram o patrocínio de casas de apostas (bets) nas competições estaduais e nacionais.


Nas últimas temporadas, a cota máster de naming rights (a venda do nome oficial do campeonato) do Gauchão esteve vinculada a uma empresa do setor, figurando como uma das principais fontes de receita do torneio. Com as mudanças regulatórias, a FGF e a agência responsável pela captação comercial da competição trabalham contra o tempo para readequar contratos e buscar investidores de outros segmentos.

“A Federação possui um contrato com uma agência que adquiriu os direitos de transmissão, de placas estáticas e a exploração dos naming rights do Campeonato Gaúcho. Sabíamos que a operação deles era fortemente lastreada no mercado de apostas. As mudanças recentes causam impacto não apenas no Gauchão, mas em diversos estaduais e no próprio Campeonato Brasileiro. Se eu disser que a Federação não está preocupada, estaria mentindo, pois esse setor injetava uma parcela substancial de recursos na estrutura do futebol”, declarou Luciano Hocsman.

Reflexos na Série A2 e corrida contra o tempo orçamentário


O mandatário da entidade ressaltou que a perda de receita do campeonato principal gera um "efeito cascata" no orçamento do futebol do interior, uma vez que a arrecadação da Série A1 ajuda a custear taxas de arbitragem e logística de competições como a Série A2 (Divisão de Acesso).

“Estamos trabalhando firme para minimizar esses impactos nas competições da Federação. A arrecadação do Gauchão sempre ajudou a subsidiar custos e taxas de torneios como a Série A2, então haverá sim um reflexo. Temos reuniões com a agência parceira para readequar o contrato e buscar novos investidores no mercado. No entanto, sabemos que muitas grandes empresas já fecharam os seus orçamentos de marketing para 2027. Mesmo assim, nosso departamento comercial está empenhado e esperamos apresentar a realidade financeira definitiva aos clubes durante o Conselho Técnico, em novembro”, concluiu o presidente.

 
 
 

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