Quem roda mais? Levantamento inédito mapeia as "maratona" dos clubes na Divisão de Acesso 2026
- Peleia FC

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A disputa pelo sonho do acesso à elite do futebol gaúcho não se joga apenas dentro das quatro linhas. Para os 16 clubes que disputam o Gauchão Série A2, a logística de transporte e os milhares de quilômetros percorridos de ônibus representam um desafio vital de planejamento, desgaste físico e orçamento. Um levantamento detalhado das distâncias de ida e volta revela realidades discrepantes: enquanto o clube mais rodado superará a marca dos 6 mil quilômetros, a equipe de menor deslocamento não chegará a rodar 2 mil.
Maratona longa: Os clubes que superam a barreira dos 4.000 km
Sete equipes da Série A2 enfrentarão as viagens mais longas e desgastantes do campeonato, acumulando trajetos expressivos que exigem logística de hospedagem e recuperação física reforçada.
O grande destaque absoluto do torneio é o União Frederiquense. O Leão da Colina será a equipe que mais vai estar na estrada, somando impressionantes 6.142 km percorridos para realizar seus oito jogos fora de casa. O time de Frederico Westphalen viajará para enfrentar adversários em Gramado, Farroupilha, Passo Fundo, Lajeado, Vacaria, Caxias do Sul e Venâncio Aires. A sua viagem mais longa e exaustiva será até Pelotas, em um trajeto de 583 km só de ida (1.166 km somando o retorno).
Nesta verdadeira maratona, a figura humana e carismática do motorista do ônibus ganha papel de protagonista. O profissional Jacir Mazzoneto surge como um verdadeiro "12º jogador" do União Frederiquense, sendo o responsável por conduzir a delegação em segurança ao longo de milhares de quilômetros pelas rodovias gaúchas.
Ranking dos clubes com mais de 4.000 km rodados:
1º União Frederiquense: 6.142 km
2º Bagé: 5.668 km
3º Brasil de Pelotas: 5.498 km
4º Pelotas: 5.324 km
5º Glória: 4.898 km
6º Gaúcho: 4.136 km
7º Gramadense: 4.084 km
Trajetos curtos e clássicos regionais: Os clubes abaixo dos 4.000 km
Na outra ponta da tabela da estrada, nove clubes terão uma rotina de viagens consideravelmente mais amena. O grande beneficiado pela logística regional é o Esportivo, de Bento Gonçalves, que figura como a equipe que menos vai viajar na Série A2, acumulando apenas 1.972 km entre ida e volta nas suas oito viagens.
O fator principal para otimizar as distâncias do Alviazul é a concentração de adversários na sua própria região. O Esportivo fará viagens curtas pela Serra para enfrentar Caxias (Apafut), Vacaria (Glória), Farroupilha (Brasil-Far) e Veranópolis, além de deslocamentos médios para Lajeado, Frederico Westphalen, Passo Fundo e São Leopoldo (Aimoré). Aliás, o Esportivo será o protagonista da viagem mais curta de toda a Série A2: o confronto contra o Brasil-Far, na cidade vizinha de Farroupilha, distante apenas 23 km de Bento Gonçalves.
Outro fator determinante para reduzir a quilometragem rodoviária de clubes como Brasil de Pelotas, Pelotas, Passo Fundo e Gaúcho é a presença dos clássicos locais. Por disputarem os tradicionais Bra-Pel e Clássico Ga-Pas dentro de suas próprias cidades, essas equipes "economizam" uma viagem na estrada ao longo da primeira fase.
Ranking dos clubes com menos de 4.000 km rodados:
8º Passo Fundo: 3.932 km
9º Santa Cruz: 3.120 km
10º Brasil-Far: 3.102 km
11º Guarani-VA: 3.034 km
12º Aimoré: 2.836 km
13º Lajeadense: 2.588 km
14º Apafut: 2.412 km
15º Veranópolis: 2.132 km
16º Esportivo: 1.972 km
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