Resiliência em campo: Sobrevivente de tragédia no Flamengo busca recomeço na Terceirona Gaúcha
- Peleia FC

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Foto: Arquivo Pessoal
O elenco do São Paulo conta com a força e a resiliência de um sobrevivente de uma das maiores tragédias da história do futebol brasileiro. Aos 22 anos, o atacante Cauan Emanuel Gomes carrega marcas profundas apesar da pouca idade. Sobrevivente do incêndio no Ninho do Urubu — centro de treinamentos da base do Flamengo —, em fevereiro de 2019, o jovem busca reconstruir sua trajetória no futebol vestindo a camisa do Leão do Parque.
Em entrevista ao jornalista Daniel Costa, de GZH, Cauan relembrou o momento dramático que vivenciou quando tinha apenas 14 anos:
— Eu lembro que estava chovendo bastante e a gente tinha ido dormir muito tarde. Acordei já com a quentura no meu rosto. Procurando alguma saída, vi que não dava para sair pela porta principal. Estava muito quente, o fogo já estava muito acumulado — recorda o atleta.
Coragem, memória e recomeço no Leão
Naquela noite, Cauan conseguiu quebrar o vidro do alojamento e escapar pela janela, ajudando também outros companheiros a deixarem o local. A tragédia vitimou dez jovens atletas. Cauan, Francisco Dyogo e Jhonata Ventura sofreram ferimentos e sobreviveram, enquanto outros 13 meninos conseguiram escapar sem lesões graves. Como forma de manter viva a memória dos companheiros, Cauan traz tatuados na pele os nomes dos dez amigos que se foram.
Agora focado na disputa do Gauchão Série B (Terceirona), o atacante celebra a oportunidade no futebol gaúcho e demonstra entusiasmo com o projeto alvirrubro no Estádio Aldo Dapuzzo.
— Estou muito feliz de estar no São Paulo, um clube que está se reconstruindo. A grandeza que o São Paulo passa para a gente é algo inegociável. É só demonstrar dentro dos gramados e colocar o São Paulo no seu devido lugar, que é na primeira divisão — destacou Cauan.




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