Segundo tempo: Brasil exige pontos do Bra-Pel e Pelotas repudia arremesso de rojões

Imagem: FGF TV/Reprodução
O clássico Bra-Pel de número 370 teve o seu "segundo tempo" disputado nas redes sociais e nos bastidores jurídicos. Após a suspensão da partida aos 51 minutos do primeiro tempo pelo árbitro Rafael Klein — alegando falta de segurança por conta do arremesso de rojões no gramado da Boca do Lobo —, o Brasil de Pelotas emitiu uma nota oficial solicitando a atribuição dos pontos do clássico.
Segundo o Xavante, o regulamento da competição é claro ao punir o clube cuja torcida dê causa à interrupção da partida:
"O regulamento da competição é claro: em caso de empate no momento da suspensão, se ficar constatado que uma equipe deu causa à interrupção, essa equipe será declarada perdedora pelo placar de 3 a 0, com o adversário declarado vencedor pelo mesmo placar. Após a primeira paralisação, novos rojões foram arremessados pela torcida adversária, impedindo novamente o prosseguimento da partida. Cabe à organização analisar os fatos, apurar as responsabilidades e aplicar o que determina o regulamento da competição", declarou o Brasil de Pelotas em nota.
O Pelotas também se manifestou oficialmente sobre os incidentes ocorridos em seu estádio. A diretoria áurea-cerúlea lamentou os episódios, reforçou a fala do árbitro — que mencionou a presença de explosivos na torcida e a decisão conjunta com a Brigada Militar — e garantiu estar trabalhando para punir os infratores:
"O Esporte Clube Pelotas informa que o clássico Bra-Pel deste sábado foi suspenso por tempo indeterminado por questões de segurança. A definição deu-se em conjunto pela arbitragem e pela Brigada Militar. O Pelotas repudia veementemente o arremesso de rojões e outros objetos no gramado por parte de alguns poucos torcedores, que não representam, de forma alguma, a totalidade da nossa torcida e dos nossos 117 anos de história. O clube salienta que está fazendo o possível para identificar os responsáveis pelos arremessos dos objetos ao campo, mediante imagens das câmeras de segurança instaladas no estádio", informou o Pelotas em nota.
Defesa jurídica do Xavante cobra punição severa
O advogado do Brasil, Dr. Osvaldo Sestário Filho, também publicou um vídeo analisando o encerramento do clássico e cobrando providências dos órgãos disciplinares:
"Lamentável tudo o que a gente viu: rojões dentro de campo, uma equipe que é multirreincidente e total falta de segurança. O árbitro acabou encerrando o jogo por falta de garantias. Pelo regulamento, o Brasil deverá ser declarado vencedor e as consequências virão depois. Temos que aguardar a publicação da súmula. Esperamos medidas enérgicas."
Até o momento, a diretoria do Pelotas não se pronunciou especificamente sobre as declarações do advogado do Brasil de Pelotas. A Federação Gaúcha de Futebol também não se manifestou sobre a suspensão do Bra-Pel. Um fato é certo, o caso vai parar no Tribunal de Justiça Desportiva.





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