VAR Light e custo por jogo: Presidente da Federação explica uso do VAR na Divisão de Acesso 2026

Foto: Leonardo Fister/FGF
Pela primeira vez na história, a Divisão de Acesso (Série A2) contará com o auxílio do Árbitro de Vídeo (VAR) nas semifinais — fase decisiva que define os dois clubes promovidos à elite do futebol gaúcho de 2027. Quatro equipes disputam as duas vagas: de um lado da chave estão Apafut e Passo Fundo; do outro, medem forças Brasil de Pelotas e União Frederiquense.
Em entrevista ao programa Atualidades Esportivas, da Rádio Pelotense, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, revelou que a fase final contará com o sistema VAR Light e explicou as especificidades técnicas do modelo:
“O modelo adotado é o chamado VAR Light, que já foi utilizado em outras competições de âmbito nacional e em federações pelo país. Serão cinco câmeras operando nesses confrontos. Vale destacar que alguns jogos do Campeonato Gaúcho que não têm transmissão em TV aberta também ocorrem com essa mesma estrutura de cinco câmeras”, explicou Hocsman.
A diferença do VAR Light e a ausência de linhas de impedimento
O mandatário da FGF fez questão de esclarecer as limitações técnicas do sistema em comparação ao que é utilizado na Série A do Campeonato Brasileiro:
“A diferença principal é que o VAR Light não possui a ferramenta de traçar as linhas no impedimento. Mas as demais situações de checagem são idênticas ao VAR tradicional. Teremos câmeras específicas posicionadas exatamente na linha do impedimento, assim como ocorre no Gauchão. Espero, sinceramente, que a gente utilize a tecnologia apenas por prevenção e que as decisões de campo sejam corretas, mas, caso haja necessidade de reanálise, a ferramenta estará à disposição para legitimar o resultado”, destacou.
Hocsman explicou ainda que a escolha pelo formato Light deveu-se a limitações de tempo e logística de equipamentos da empresa prestadora de serviço, além da adequação das estruturas dos estádios no interior.
FGF arcará com 100% dos custos da tecnologia
Outro ponto de destaque revelado pelo presidente foi o investimento financeiro. A FGF assumirá integralmente os custos da operação do VAR Light, desonerando os clubes semifinalistas. O valor de cada partida oscila entre R$ 18 mil e R$ 20 mil, podendo alcançar um montante de R$ 200 mil ao longo de toda a fase final.
“A Federação é quem está custeando essa despesa, fazendo esse investimento direto na competição. Isso demonstra o nosso respeito pelos filiados e a dimensão que a Divisão de Acesso possui nesta reta final. Aos clubes, cabe apenas disponibilizar a estrutura básica de sala climatizada, cabeamento e internet — exigências bem menores do que as do Gauchão da Série A1. O custeio financeiro do equipamento é totalmente assumido pela FGF”, finalizou.





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