Zagueiro da Seleção lembra do tempo que jogou a Terceirona Gaúcha como volante
- Peleia FC

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Foto: Rafael Ribeira/CBF
O futebol deu a Roger Ibañez uma segunda chance, e ele está encarando este momento com uma leveza incomum. Novidade na lista do técnico Carlo Ancelotti para a Data FIFA de março de 2026, o zagueiro do Al-Ahli vê a vida apresentar um roteiro semelhante ao de quatro anos atrás. A ausência na lista final de Tite para a Copa de 2022 machucou, mas trouxe uma maturidade que o permite encarar a nova indefinição às vésperas de mais um Mundial.
Natural de Canela, na Serra Gaúcha, Ibañez aproveitou a coletiva de imprensa da Seleção para revisitar suas origens humildes no futebol do Rio Grande do Sul. Antes do estrelato na Itália e na Arábia Saudita, o defensor enfrentou a dureza da Terceira Divisão Gaúcha defendendo o PRS, onde ainda atuava como volante. Foi essa base operária que moldou o caráter do jogador que hoje disputa uma vaga no elenco que irá aos Estados Unidos, México e Canadá.
A virada de chave em sua carreira aconteceu em um teste no Fluminense, quando a necessidade de preencher uma lacuna no treino mudou seu destino para sempre. Ibañez recorda com detalhes o diálogo que o transformou em zagueiro:
"Saí do Sul, da terceira divisão do campeonato gaúcho. Sou muito grato pelo clube que me proporcionou esse momento. Cheguei no Fluminense para fazer um teste. Jogava de volante no campeonato gaúcho. O treinador no Flu perguntou se eu poderia fazer de zagueiro em um coletivo, mas nunca joguei de zagueiro. Mas como eu estava de teste, disse que sim. Ele falou que volante no Fluminense tinha um monte e se fosse de zagueiro, pelas minhas características teria mais chances, e agarrei como a oportunidade da minha vida."
A aposta do treinador tricolor não poderia ter sido mais certeira. A adaptação foi meteórica e o sucesso, imediato. "Em um ano e meio fui para a Roma e me consolidei na Itália. Tenho essa versatilidade", destacou o defensor, que hoje é elogiado por Ancelotti justamente por essa capacidade de adaptação.
Com a convocação final para a Copa do Mundo prevista para o dia 18 de maio, Ibañez utiliza sua trajetória improvável como combustível. De volante na "Terceirona" a zagueiro de confiança na Arábia Saudita e na Amarelinha, o gaúcho prova que estar pronto para o inesperado é o que separa os grandes atletas dos jogadores comuns.




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