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Foto: Arquivo Pessoal

O Monsoon anunciou oficialmente a contratação do técnico Aref Alasmi para a disputa do Campeonato Gaúcho. O anúncio estabelece um marco histórico: Alasmi será o primeiro treinador do continente asiático a comandar uma equipe profissional no futebol brasileiro e, consequentemente, o pioneiro à beira do gramado no Gauchão.


Em suas primeiras declarações oficiais divulgadas nas redes sociais do clube, o comandante não escondeu o orgulho pelo novo desafio na carreira:

"Estou feliz com essa oportunidade de vir ao Brasil e fazer parte do Monsoon. Amo muito o Brasil e os seus jogadores; é um grande desafio. Venho com entusiasmo e ambição para trazer a minha experiência e ajudar o Monsoon a se desenvolver, melhorar o seu jogo e atingir os objetivos da torcida e da direção."

Currículo e títulos no Oriente Médio


Com mais de 18 anos de experiência no futebol profissional e nas categorias de base, Aref Alasmi construiu uma trajetória no futebol do Bahrein, da Arábia Saudita e da Jordânia.


O treinador possui as licenças AFC Pro (grau máximo da Confederação Asiática) e UEFA A. Em seu currículo, coleciona conquistas de destaque, como os títulos da Liga do Bahrein, da Copa do Rei, da Supercopa e da FA Cup, além de acessos à primeira divisão nacional.

 
 

O Bagé manifestou-se oficialmente após os graves episódios de violência registrados no Estádio Pedra Moura, no último domingo, ao término da derrota por 2 a 0 para o Glória pela Divisão de Acesso. Em nota oficial, a diretoria do clube confirmou que atletas foram agredidos no vestiário — entre eles o meio-campista Júlio Rusch —, repudiou o ataque e informou que os responsáveis estão sendo identificados pelas autoridades policiais.


De acordo com o comunicado assinado pelo executivo Pedro Sabella, os invasores esperaram a saída do efetivo da Brigada Militar e da segurança privada para arrombar o acesso aos vestiários.


Leia a nota oficial do Grêmio Esportivo Bagé na íntegra:

"O Grêmio Esportivo Bagé vem a público manifestar sua profunda indignação e repúdio diante dos graves fatos registrados ao término da partida disputada no Estádio Pedra Moura. Após a saída da Brigada Militar e da equipe de segurança do estádio, um grupo de torcedores rompeu a tela de proteção e arrombou o portão que dá acesso à área dos vestiários, invadindo o local e agredindo covardemente alguns atletas do clube. Diante da gravidade da situação, o Grêmio Esportivo Bagé acionou imediatamente as autoridades policiais, que retornaram ao local e realizaram a retirada dos envolvidos. O clube prestou todo o apoio necessário aos atletas atingidos e está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. Pessoas envolvidas no episódio foram identificadas, e o clube trabalha para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e punidos nos termos da lei. O Grêmio Esportivo Bagé repudia de forma veemente qualquer ato de violência. Nenhum resultado dentro de campo justifica agressões, invasões ou atitudes que coloquem em risco a integridade física de atletas, profissionais e demais pessoas presentes no estádio. O futebol deve ser um ambiente de paixão, respeito e segurança. Atos dessa natureza não representam os valores e a história do Grêmio Esportivo Bagé"

 
 
Imagem: Arquivo Pessoal

O ambiente no Estádio Pedra Moura virou caso de polícia ao fim da tarde deste domingo (13). Após a derrota por 2 a 0 para o Glória pela 11ª rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho, o meio-campista Júlio Rusch, do Bagé, denunciou ter sido agredido no rosto por torcedores que invadiram o vestiário do clube jalde-negro.


Em nota oficial divulgada em suas redes sociais, o jogador manifestou profunda indignação com o ataque e confirmou que já formalizou a denúncia junto à Polícia Civil.


A nota de repúdio do atleta

"Venho, por meio desta, manifestar meu profundo repúdio e indignação diante do episódio de violência ocorrido após a partida de hoje. Após o término do jogo, MARGINAIS trajados de torcedores invadiram o vestiário e agrediram jogadores. Eu fui uma das pessoas agredidas. Eu entro em campo para jogar futebol, para competir, defender minha equipe e dar o meu melhor. Posso ganhar, posso perder, posso errar, posso ouvir críticas. O que ninguém pode aceitar é ser agredido por simplesmente exercer sua profissão e não corresponder às expectativas do outro", disse o jogador, que completou:

"eu não vou me calar e não vou tratar o que aconteceu como algo normal. É inadmissível que alguém saia para trabalhar e termine o dia sendo agredido dentro do próprio vestiário (...) espero que as autoridades e os responsáveis pela organização adotem todas as medidas necessárias para identificar os MARGINAIS envolvidos e responsabilizá-los pelos atos cometidos. Violência não é torcida. Violência não é paixão pelo clube. Violência é crime e precisa ser responsabilizada", finalizou.


Posicionamento da diretoria e providências


Embora o Bagé não tenha publicado uma nota oficial em suas redes sociais sobre a invasão ao vestiário do Estádio Pedra Moura, a diretoria se manifestou sobre o episódio. Em entrevista ao Jornal Minuano, o executivo de futebol do clube, Pedro Sabella, afirmou que a instituição está trabalhando para identificar todos os envolvidos na invasão e nas agressões.


"Não vamos aceitar que fique impune quem realmente fez, doa a quem doer", declarou Sabella, assegurando que o clube tomará as providências cabíveis para responsabilizar os agressores.

 
 
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