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Foto: Breno Babu/CBF

A edição de 2027 da Série C do Campeonato Brasileiro promete trazer transformações na estrutura da competição. Caxias e Ypiranga, representantes do futebol gaúcho na divisão, já acompanham de perto o desenho do mapa de adversários e as profundas mudanças no regulamento promovidas pela CBF.


A próxima temporada funcionará como um período de transição, pois haverá um aumento para 24 clubes, mas seguirá com turno único passando os oito primeiros e caindo dois. Em 2028, com o aumento do número de participantes para 28, o campeonato será dividido na primeira fase em dois grupos de 14 equipes cada. Os quatro melhores colocados de cada chave avançarão para segunda fase.


Desfalques nordestinos e decepção de SAF


Entre as ausências já confirmadas no caminho de Caxias e Ypiranga, destaca-se a queda do futebol sergipano. Tanto o Itabaiana quanto o Confiança foram rebaixados para a Série D. A queda do Confiança chamou atenção nos bastidores, já que o clube opera no modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e recebeu investimentos expressivos ao longo do ano, mas não evitou o insucesso dentro de campo.


O cenário dos adversários para 2027:


Remanescentes confirmados:


  • Rio Grande do Sul: Caxias e Ypiranga-RS

  • São Paulo: Guarani e Ituano

  • Santa Catarina: Figueirense e Barra

  • Outros Estados: Amazonas-AM, Volta Redonda-RJ, Anápolis-GO e Maranhão-MA


Promovidos da Série D:


  • ABC-RN, ASA-AL, Gama-DF, Goiatuba-GO, Nacional-AM e Uberlândia-MG.


Vagas ainda em aberto:


  • 4 clubes eliminados dos quadrangulares da Série C de 2026: Estão na disputa do acesso Botafogo-PB, Brusque-SC, Ferroviária-SP, Maringá-PR, Floresta-CE, Inter de Limeira-SP, Paysandu-PA e Santa Cruz-PE (os quatro que não subirem permanecerão na Série C).


  • 4 clubes rebaixados da Série B de 2026: Vagas a serem definidas na reta final da Série B (com Ponte Preta e América-MG já encaminhados devido às péssimas campanhas).

 
 
Foto: twomotion_design/Caxias

Com o encerramento prematuro da temporada profissional de 2026, as atenções no Estádio Centenário voltaram-se inteiramente para os bastidores e para a reestruturação institucional pela qual o Caxias deve passar até o fim do ano. Segundo o Jornal Pioneiro, o presidente Roberto De Vargas confirmou que o clube intensificou as tratativas para a transição à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), assegurando que o modelo será comandado por empresários da Serra Gaúcha.


A chamada "SAF caseira" visa reunir grandes nomes da economia regional dispostos a injetar recursos capazes de mudar o patamar financeiro da instituição. Atualmente, uma empresa especializada conduz os trâmites jurídicos antes da abertura oficial para propostas. O projeto deve ser levado ao Conselho Deliberativo ainda neste ano.


Uma das principais dúvidas da torcida grená diz respeito ao volume financeiro que o novo modelo trará para o futebol. Questionado pelo Jornal Pioneiro se a SAF permitirá aportes superiores a R$ 1 milhão mensais apenas no departamento de futebol, De Vargas foi categórico ao projetar orçamentos anuais atrelados à divisão disputada pelo clube:


Com a SAF, deve-se investir mais do que isso por mês. Se tem um mínimo que já está sendo estudado, é um processo em que o investimento vai ter um valor anual para a Série C e um valor anual para a Série B, como funciona em outras SAFs — explicou o mandatário, que completou:


— O Caxias vem se profissionalizando mês a mês. Isso é visível na estruturação do departamento de futebol, no setor de análise de desempenho e no departamento médico. Hoje, o clube possui uma base muito bem fundamentada. A própria permanência e contratação de um executivo de futebol do nível do Farnei Coelho comprova isso. Não é por ser uma SAF caseira que vai deixar de ser boa. Nós temos excelentes empresários na Serra — destacou o presidente.


Presidente nega cifra de R$ 400 milhões a curto prazo


Especulações de bastidores apontavam que o grupo de aproximadamente 12 empresários regionais planejava um investimento total de R$ 400 milhões. Em declaração, De Vargas negou a cifra imediata e esclareceu que não há valor fechado para o curto prazo:


— Não, não acredito. Talvez em dez anos. Esse número ainda está sendo definido. Já temos um projeto, temos interessados e é muito diferente de qualquer coisa feita no Caxias até agora. Refiro-me à organização, ao volume de dinheiro investido, a patrocínios e a uma estrutura 100% profissional — ponderou.

Cronograma para 2027 e possível participação como investidor


A meta da diretoria é selar o modelo jurídico e financeiro no fim de 2026 para que os novos gestores assumam o planejamento da temporada 2027 desde o início. Por fim, questionado se ele próprio integraria o grupo de empresários investidores da nova SAF grená, Roberto De Vargas não descartou a possibilidade:


Pode ser, ainda não sei. Precisamos avaliar o andamento do projeto. Sobre a minha participação como investidor, só o futuro trará essa resposta — concluiu.

 
 
Imagem: Reprodução/Riograndense

Um ano após ser excluído da disputa da Terceirona Gaúcha por não comparecer aos seus compromissos, o Novo Horizonte iniciou o Gauchão Série B de 2026 envolto no mesmo cenário. O clube não entrou em campo no sábado à tarde para encarar o Riograndense, no Estádio Torquato Pontes, na abertura da competição.


O Riograndense e a equipe de arbitragem cumpriram rigorosamente o protocolo de entrada no gramado, mas o adversário não reuniu condições de jogo. De acordo com informações do Jornal A Hora do Sul, a delegação do Novo Horizonte chegou ao estádio faltando apenas 10 minutos para o apito inicial. No entanto, como nenhum atleta do clube constava no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, conforme informou o Riograndense.


Com o não comparecimento do adversário em condições legais, o Riograndense venceu a partida pelo placar regulamentar de 3 a 0 (W.O.). Até o momento, a súmula oficial do confronto não foi divulgada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e a direção do Novo Horizonte não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.


A tendência é que o caso seja encaminhado ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RS). Enquadrado no artigo 75 do Regulamento Geral de Competições da FGF, o Novo Horizonte corre o risco de ser novamente excluído do campeonato.

 
 
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