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A nota do Farroupilha após a justiça apontar indícios de fraude na venda do Nicolau Fico

Éderson Ávila / G.A.Farroupilha

O Farroupilha de Pelotas quebrou o silêncio após as suspeitas levantadas pela Justiça do Trabalho sobre a venda do Estádio Nicolau Fico. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, a direção do "Fantasma" rechaçou as acusações de ocultação de patrimônio e explicou os motivos que levaram à paralisação das obras da Arena Ninho do Cardeal.


O posicionamento surge como uma tentativa de acalmar os torcedores, após o Tribunal apontar que parte dos R$ 10 milhões da venda da antiga sede não teria passado pelas contas oficiais, sendo movimentado por CNPJs de terceiros.


A Defesa: "Atraso Pontual", não Fraude


A nota do Farroupilha é direta ao afirmar que "não existe qualquer fraude ou ocultação de valores". Segundo o clube, o imbróglio envolvendo o jogador Igor Padilha — um dos pivôs da ação judicial — não é fruto de má-fé, mas de uma incapacidade momentânea de fluxo de caixa. O clube argumenta que:


  • Pagamento Parcial: A maior parte da dívida com o atleta já teria sido quitada.

  • Recursos Bloqueados: O atraso nos valores residuais e honorários ocorre justamente porque as contas do clube sofrem bloqueios judiciais constantes, impedindo o acesso imediato ao dinheiro.

  • Força-Tarefa Jurídica: O departamento jurídico do clube está reunido em regime de urgência para tentar reverter a decisão que travou as obras do novo estádio.


O Raio-X da Crise: Um Clube Sem Receita


Um dos pontos mais sensíveis da nota é a admissão da fragilidade institucional do Farroupilha. A direção pintou um quadro dramático da realidade financeira na Baixada:

"Trata-se de um clube sem receitas, sem quadro expressivo de sócios e sem fontes constantes de renda, o que torna ainda mais desafiador lidar com o elevado número de demandas judiciais."

Sem o Nicolau Fico e ainda sem a nova Arena pronta, o Farroupilha se vê em um "limbo" operacional, tentando equilibrar o pagamento de dívidas do passado com o sonho da reconstrução do patrimônio.


Compromisso com o "Ninho do Cardeal"


Apesar do cenário de "terra arrasada" nas finanças, a nota reafirma que o compromisso com a conclusão da Arena segue de pé. O clube garante que resolverá a pendência com Igor Padilha para que o canteiro de obras volte à ativa o quanto antes. O temor da torcida é que a paralisação prolongada deteriore o que já foi construído e afaste possíveis parceiros comerciais.



NOTA NA ÍNTEGRA: O Grêmio Atlético Farroupilha vem a público esclarecer informações divulgadas recentemente sobre a paralisação de sua obra.


Não existe qualquer fraude ou ocultação de valores por parte do clube.

Em relação ao caso mencionado, não houve descumprimento total de acordo.

Houve, sim, um atraso pontual em razão da indisponibilidade momentânea de recursos, inclusive envolvendo honorários e valores residuais, a parte maior já foi recebida pelo atleta justamente porque o clube não tem acesso imediato aos valores que se encontram bloqueados.


Ressaltamos que, mesmo diante das dificuldades, o clube já está adotando todas as medidas necessárias. Na tarde de hoje, a equipe jurídica está reunida para buscar a regularização da situação e viabilizar, com urgência, a retomada da obra.


É importante destacar que o Farroupilha atravessa um cenário financeiro extremamente delicado. Trata-se de um clube sem receitas, sem quadro expressivo de sócios e sem fontes constantes de renda, o que torna ainda mais desafiador lidar com o elevado número de demandas judiciais.


Mas irá resolver o a situação com o Atleta Igor Padilha.


O clube reafirma seu compromisso com a transparência, com o cumprimento de suas obrigações e com a continuidade de seus projetos, sempre respeitando os limites de sua realidade financeira.


Seguimos trabalhando para superar este momento e dar continuidade à reconstrução do Grêmio Atlético Farroupilha.

 
 
 

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