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Chiquinho fala sobre o desafio de assumir o Inter SM

Foto: Renata Medina/Inter SM

O Inter de Santa Maria inicia uma nova e drástica tentativa de sobrevivência no Gauchão sob o comando de um rosto familiar, mas em uma função inédita. Em entrevista ao jornal Diário de Santa Maria, o ex-jogador e agora técnico interino Chiquinho detalhou os bastidores da sua aceitação ao cargo e a filosofia que pretende aplicar para tentar evitar o rebaixamento alvirrubro. Com um discurso pautado pela honestidade, ele fez questão de alinhar as expectativas com a torcida e com a crítica logo em sua primeira manifestação oficial.


"Primeiramente, é agradecer o presidente Pedro Della Pasqua pela confiança. Eu tenho certeza que essa confiança não se dá nesse momento imediato, mas é uma construção ao longo dos anos, daquilo que eu representei para o clube e ainda represento, pela postura e comportamento diários. E saber que, na verdade, eu não sou um treinador, que fique bem claro para todos", pontuou o ídolo da Baixada, reforçando que sua presença na casamata é uma resposta à necessidade institucional e não uma mudança de carreira definitiva.


Chiquinho revelou que esta não foi a primeira vez que o presidente o procurou para assumir o time. Após a saída de Bruno Coutinho, ele já havia declinado o convite por não se ver na função de técnico. Além disso, o interino admitiu o impacto emocional de substituir Wiliam Campos, profissional que ele próprio indicou para o clube.


"Eu fui responsável pela vinda do William, por conhecer o seu trabalho, por ter um vínculo de muitos anos com ele, joguei com ele, fui treinado por ele, então sei da sua capacidade. Então, essa tomada de decisão foi um impacto muito grande", relatou.

Apesar do cenário — com o clube na lanterna do quadrangular e virtualmente rebaixado —, Chiquinho sustenta que há uma fresta de esperança aberta pelos resultados paralelos da rodada. Para ele, a "matemática do futebol" ainda permite o milagre. "Se eu não acreditasse, com certeza não colocaria o meu rosto, não estaria me expondo diretamente no comando técnico, mas acredito inteiramente de coração que existe essa possibilidade. O último resultado, principalmente entre Avenida e Monsoon, gerou novamente uma esperança. Nós, profissionais do futebol, já vivemos experiências de reviravoltas que muitas vezes ninguém entende", afirmou.


Para os dois jogos que restam, a estratégia de Chiquinho é o pragmatismo absoluto. Sem tempo para treinamentos táticos complexos ou revoluções conceituais, o comandante aposta na recuperação da confiança e no básico bem executado dentro das quatro linhas.


"Esse é o momento da gente não inventar muito. Os atletas precisam simplificar o máximo possível, agir com naturalidade. A gente não vai criar um amuleto da sorte, não vai liberar palavras que possam motivar de uma forma diferente. O que precisamos é entender onde estamos, por que chegamos a essa situação e tentar juntos achar uma solução imediata", defendeu o técnico interino.

 
 
 

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