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Presidente do Caxias admite fracasso do elenco e promete "depuração" após terceira eliminação

Foto: Luiz Erbes/S.E.R. Caxias

A noite de quarta-feira no Estádio Centenário foi marcada por um silêncio pesado, interrompido apenas pelas cobranças de uma torcida exausta. Após sofrer a terceira eliminação consecutiva em casa — desta vez para o Guarany de Bagé na Copa do Brasil —, o presidente do Caxias, Roberto de Vargas, veio a público admitir que o planejamento para o início de 2026 fracassou. Em um tom de profunda preocupação, o mandatário descreveu o cenário atual como o ápice de uma crise que desintegrou o grupo de jogadores ao longo das últimas semanas.


“Essas três desclassificações não estavam programadas. O elenco vem decaindo, o grupo foi desmoronando. Nesse momento, é muito difícil você tomar uma decisão acertada. Eu vou querer descansar essa noite, pensar, me reunir com meus pares, com meus vices e planejar o restante da temporada, mas mudanças terão que haver mais profundas”, afirmou Vargas, deixando claro que a estrutura atual do departamento de futebol não permanecerá intacta.


O presidente foi além e utilizou termos fortes para definir o impacto das sucessivas derrotas no Centenário para Ypiranga, São Luiz e agora Guarany-Ba. Para ele, o clube não pode seguir carregando os erros da atual montagem de elenco para a disputa da Série C. “Essas desclassificações que a gente teve criam marcas, criam pechas e a gente não vai poder carregar isso junto. A gente vai ter que fazer uma depuração do elenco, uma depuração no administrativo do futebol, a gente vai ter que fazer mais coisas, vai ter que pensar melhor, contratar melhor, planejar melhor. Pode ter certeza que a gente vai reformular, vai qualificar, a nossa régua vai ter que subir em termos de qualidade”, declarou o dirigente.


A avaliação de Roberto de Vargas é de que o trabalho foi realizado, mas a execução técnica dentro das quatro linhas ficou muito aquém do esperado, gerando um prejuízo que ele classifica como dramático para as pretensões do clube no ano.


“Foi visto claramente as deficiências do elenco e não faltou trabalho, mas o resultado que se está se colhendo é catastrófico. Então, a gente, com o tempo agora, um tempo meio forçado, até começar a Série C e a Copa Sul-Sudeste, a gente vai ter que se reestruturar novamente, armazenar forças e fazer tudo isso com sabedoria. Para a nossa verba não é muito grande, mas a gente vai ter que usar ela melhor”, destacou o presidente, sinalizando que a gestão financeira precisará de precisão cirúrgica de agora em diante.

Apesar da urgência por respostas, o mandatário pediu cautela para que o clube não tome decisões baseadas apenas no calor do momento. Ele defendeu a necessidade de ouvir diferentes setores antes de anunciar as novas diretrizes.


“Tem que decidir com calma e agora eu não estou podendo ter a calma necessária para a avaliação. A gente precisa escutar mais gente, precisa escutar todo o pessoal que faz parte da direção, precisa escutar o porteiro, precisa escutar a torcida. Ou traduzir o sentimento da torcida. Então, agora não é a hora”, ponderou.

 
 
 
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