CRISE NO MONSOON: Permanência na elite não estanca dívidas e salários atrasados
- Peleia FC

- há 2 dias
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A histórica permanência do Monsoon FC na elite do futebol gaúcho para 2027 não foi suficiente para trazer tranquilidade ao clube de Capão da Canoa. Segundo reportagem assinada pelos jornalistas Rafael Divério e Luis Gustavo Santos, de GZH, o clube atravessa uma grave crise financeira, com atrasos salariais que atingem atletas, comissão técnica e funcionários.
A situação é crítica: o clube não quitou parte dos vencimentos de fevereiro e ainda não efetuou nenhum pagamento referente ao mês de março. Além disso, as premiações prometidas ao elenco pela manutenção da equipe na Série A do Estadual seguem em aberto.
O "Nó" Financeiro: Verba da FGF Confiscada
A esperança da diretoria em quitar os débitos residia na última parcela da verba de televisão e patrocínio paga pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). No entanto, o planejamento sofreu um duro golpe judicial. O clube já havia recebido R$ 500 mil divididos em três parcelas ao longo do campeonato. O restante da verba, cerca de R$ 460 mil, a que o Monsoon teria direito, foi totalmente confiscado pela Justiça do Trabalho para o pagamento de dívidas acumuladas.
O CEO do clube e ex-jogador, Vitor Hugo Manique, que adquiriu a instituição já com um passivo de quase R$ 7 milhões, tenta tranquilizar os credores. "Vamos botar tudo em dia o quanto antes. Ninguém vai ficar sem receber", afirmou à GZH.
Herança Maldita e Judicialização
A crise não é recente, mas se agravou drasticamente em 2025, coincidindo com o fim do aporte financeiro do empresário indiano Sumant Sharma, que financiava o projeto até 2024. O levantamento jurídico aponta um cenário alarmante:
Processos Trabalhistas: Existem ao menos 25 processos contra o clube no TRT-4.
Irregularidades: Relatos de ex-funcionários indicam a ausência de depósitos de FGTS e direitos trabalhistas não pagos em temporadas anteriores.
Logística: Mesmo com sede em Capão da Canoa, o clube precisou mandar seus jogos no Estádio do São José, em Porto Alegre, o que gera custos operacionais.




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