Desistentes da Copa FGF 2026 vão responder a processos administrativos na Federação
- Peleia FC

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Foto: FGF/Arquivo
As recentes baixas de Gaúcho e Passo Fundo da Copa FGF continuam repercutindo nos bastidores da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). Em entrevista à Rádio Pelotense, o presidente da entidade, Luciano Hocsman, detalhou os desdobramentos institucionais após a saída da dupla de Passo Fundo. Segundo o mandatário, os dois clubes responderão a um processo administrativo interno, procedimento considerado padrão quando uma equipe confirma presença no Congresso Técnico e recua semanas depois.
Hocsman explicou que o rito é uma necessidade estatutária, mas ponderou que o objetivo central não é o rigor punitivo, e sim a ordem administrativa. "Quando se há a confirmação de uma participação numa competição, especialmente essas de adesão, também há a confirmação de participação no conselho arbitral e uma posterior desistência é aberto um processo administrativo dentro da federação. O clube tem todo o direito de apresentar as suas argumentações. A intenção de um processo administrativo como esse não é punição, de forma alguma a federação não tem interesse em punir ninguém, mas há um procedimento administrativo em cumprimento às normas do estatuto para que se avalie o que de fato aconteceu", afirmou o presidente.
Para a FGF, o processo funciona como uma ferramenta de gestão e conscientização para as agremiações do estado. Luciano Hocsman ressaltou que a participação em certames profissionais exige um nível elevado de compromisso com o planejamento, uma vez que a desistência afeta diretamente os outros participantes e a logística da federação.
"Isso também serve como uma medida educativa. A gente sabe das dificuldades que os clubes têm, mas a gente também tem que ter a consciência de que, a partir do momento que optam por jogar uma competição de nível profissional, algumas responsabilidades têm que se ter", pontuou, que completou:
"A gente tem outros clubes envolvidos, tem uma série de compromissos e não dá para simplesmente, especialmente jogar para terceiros, algo que a gente sabe que nem sempre é assim. Às vezes a desistência acontece com uma justificativa e a gente sabe que no fundo tem outra. É muito também para a gente ir tendo uma questão educativa de programação, de planejamento, mas vamos aguardar a abertura desse procedimento e o que os clubes vão nos dizer", concluiu Hocsman.




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