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"Os Bombeiros foram muito taxativos, nós temos um prazo curto para resolver", afirma integrante da SAF Xavante

Foto: Gabriel Costa/Brasil

O Brasil de Pelotas vive uma semana de emoções mistas fora das quatro linhas. Se por um lado o clube celebrou a liberação de público pelo TJD para a final da Recopa Gaúcha, marcada para o dia 6 de maio, por outro, a gestão da SAF enfrenta um desafio logístico crítico: garantir que o Estádio Bento Freitas tenha sua capacidade máxima liberada pelo Corpo de Bombeiros.


O foco da urgência é a arquibancada localizada ao lado esquerdo das cabines de imprensa (atrás do gol). Atualmente, o setor está interditado devido a exigências de segurança que envolvem o isolamento e o fluxo de torcedores visitantes.


As exigências do Corpo de Bombeiros


Em entrevista à TV Xavante, Fernando Ferreira, integrante da SAF, detalhou que a semana tem sido de "avaliações, estudos técnicos e cotações" para viabilizar as intervenções necessárias. A prioridade é atender às normas de acessibilidade e segurança que separam os públicos.

"Efetivamente, o isolamento das áreas com relação ao movimento de torcedores visitantes é o ponto central. Se não fizermos isso, o Corpo de Bombeiros não vai autorizar a liberação daquela área", explicou Ferreira.

O "Peso" de ser uma SAF


Um ponto curioso revelado pelo gestor é a percepção de que as fiscalizações tornaram-se mais rigorosas após a mudança no modelo de gestão do clube. Segundo Ferreira, o fato de o Brasil ser agora uma Sociedade Anônima do Futebol parece ter elevado o nível de exigência dos órgãos públicos.

"A gente tem visto que, até pelo fato de ser uma SAF, o poder público triplicou a exigência. A tolerância foi muito menor e acho que está certo, faz parte. É preciso corrigir, melhorar a segurança, a iluminação e a sinalização", afirmou o dirigente, encarando a pressão como um incentivo para modernizar o estádio.

Expectativa para o jogo contra o Inter


Com o prazo apertando — restam pouco menos de duas semanas para a final contra o Internacional —, a diretoria espera ter um panorama definitivo ainda nos próximos dias. A intenção é realizar as obras de divisória de forma imediata para garantir que o caldeirão da Baixada esteja em sua potência máxima para empurrar o time em busca da taça.


A SAF reforça que o cumprimento dessas normas não é apenas uma obrigação legal, mas um compromisso de entregar melhores condições de conforto e segurança ao torcedor. "Faremos isso ao longo do tempo e, enfim, essa semana a gente vai poder ter um panorama melhor de como ficará a questão da liberação da arquibancada", concluiu Ferreira.

 
 
 
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