"Encontramos um clube destruído e desfiliado da federação", afirma presidente do 14 de Julho sobre retorno ao futebol
- Peleia FC

- há 29 minutos
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O futebol do interior gaúcho está prestes a testemunhar o renascimento de uma de suas camisas mais tradicionais. Após 12 anos de ausência e um hiato que silenciou o Estádio João Martins, o 14 de Julho, de Santana do Livramento, deu os primeiros passos reais para a retomada de suas atividades profissionais. À frente do projeto está o presidente Julio Batisti, que assumiu a missão de erguer um clube que, segundo ele, foi deixado em ruínas por administrações passadas.
O desafio, no entanto, revelou-se maior do que o esperado logo nos primeiros levantamentos burocráticos. Em entrevista ao programa Fora da Área, com Flávio Fiorin, Batisti revelou uma notícia indigesta para o torcedor: o clube não está apenas inativo, mas formalmente desfiliado da Federação Gaúcha de Futebol (FGF).
"Depois de 12 anos e de gestões desastrosas, o 14 está voltando. Mas tem um caminho a ser trilhado. Para nossa surpresa, descobrimos que o clube está desfiliado da FGF, o que atrapalhou um pouco. Começamos uma nova luta com entidades políticas para resolver esse problema e, posteriormente, focar no futebol profissional", explicou o dirigente.
A situação física do patrimônio do "Leão da Fronteira" reflete o abandono da última década. De acordo com o presidente, a reconstrução está sendo feita por etapas, priorizando a recuperação da infraestrutura básica que foi devastada pelo tempo e pela falta de manutenção.
"A gente assumiu um clube totalmente destruído em todos os setores. Fazemos um levantamento de pontos que precisamos iniciar, começamos as obras, finalizamos e vamos para outra. É por setores. Gramado destruído, piscinas destruídas, muro caído... tem muita coisa. Mas vamos ajustando", relatou Batisti.
Apesar do cenário, o otimismo da nova diretoria reside no apoio popular e na relevância histórica do clube para o Rio Grande do Sul. O presidente acredita que o peso da camisa será o diferencial para sensibilizar a Federação e garantir o retorno da filiação.
"A comunidade abraçou a causa, temos credibilidade com as entidades para que o 14 volte. O 14 tem história para voltar. Não vejo dificuldades, vejo um desafio para fazer essa filiação novamente. Ninguém sabe quem recebeu a notificação de desfiliação na época. Vamos visitar a Federação para trazer esse clube de volta", concluiu.




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