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Novo executivo do Caxias promove uma revolução dentro e fora de campo no Estádio Centenário

Foto: Vitor Soccol/Caxias

O Caxias atravessa um processo de metamorfose silenciosa, mas profunda, que promete mudar o patamar do clube para além das quatro linhas. No centro dessa transformação está o executivo de futebol Farnei Coelho. Natural de Rio Grande e com um currículo sólido construído em campanhas de destaque no interior gaúcho — como no Ypiranga de Erechim — e em mercados fora do estado, o dirigente chegou ao Estádio Centenário com uma missão clara: profissionalizar todos os setores que cercam o departamento de futebol.


A primeira grande mudança ocorreu na inteligência do clube. Antes refém de indicações de empresários ou das agendas pessoais de treinadores, o Caxias agora possui um Departamento de Análise de Mercado próprio. Para chefiar a área e criar um banco de dados, Farnei buscou um profissional com experiência no Guarani de Campinas, encerrando a era do "achismo" nas contratações. Agora, com uma plataforma, o clube poderá acompanhar a evolução de jogadores, cerca de 10 por posição visando contratações futuras.


Essa nova mentalidade refletiu diretamente no elenco: o executivo deu destino a 15 atletas que não renderam o esperado e trouxe outros 15 reforços com perfil de liderança e rodagem internacional, como o goleiro Gustavo Busatto e o meio-campista Marcelo Freitas, com vasta passagem pelo futebol alemão.


Contudo, é na interseção entre a saúde e a tecnologia que Farnei Coelho promove sua aposta mais audaciosa. O clube para selar uma parceria estratégica com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), visando transformar o Caxias em um laboratório de alta performance.


"A gente tem que ser criativo quando a gente não tem os melhores recursos. Por exemplo, estamos procurando uma parceria com a UCS. E a ideia é que a gente consiga ampliar as análises. Tu avalias o teu atleta no início da semana. Tu sabes se ele está destreinado ou se ele está com overtraining, se ele passou do limite. E aí tu vais encaminhar ele ou para o recovery, ou para a recuperação ou treinamento. E aí tu consegues tirar o melhor de todo mundo de forma homogênea. Tu não ficas no olho, no achismo", explicou Coelho em entrevista ao Podcast Foothub.

Essa busca pela precisão científica inclui a implementação de um sistema de gestão integrado que unifica os dados da psicologia, nutrição, área médica, fisioterapia e massagem. O clube também passou a adotar exames de sangue frequentes, monitoramento de biomarcadores e avaliações isocinéticas semanais — um teste de força fundamental para identificar desequilíbrios musculares antes que eles se transformem em lesões.


"Quem faz esse controle bem, está na frente. O nosso GPS não é online, mas a primeira coisa que eu fiz foi obrigar que semanalmente a gente faça o isocinético para ter avaliação de força e desequilíbrio muscular, que é um fator determinante para a lesão".

O mais impressionante é que toda essa estrutura de elite está sendo erguida sem estourar o orçamento grená. A estratégia de Farnei Coelho baseia-se na otimização de recursos: ele prefere um elenco leve e bem assistido a um grupo numeroso e desamparado. Essa economia na folha de pagamento é revertida em logística e infraestrutura.


"Eu prefiro ter um jogador a menos e ter condições de trabalho para 26, 27, 28, do que ter 30 jogadores e a gente ter menos condições de trabalho. Essa condição de trabalho eu acredito que vai dar talvez até mais resultado do que eu ter um jogador a mais. Por exemplo, na logística para o jogo contra o Brusque, a gente vai dois dias antes, vamos pagar uma diária a mais para dar o melhor suporte", concluiu o executivo.

 
 
 

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