"Não estou preso cegamente a questão dos três zagueiros", afirma técnico do Juventude sobre críticas
- Peleia FC

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Foto: Fernando Alves/Juventude
O início de Série B do Juventude trouxe à tona um debate tático que divide a arquibancada do Estádio Alfredo Jaconi. Após a derrota na estreia para o Avaí e o empate sem gols contra o Novorizontino, atual vice-campeão paulista, o técnico Maurício Barbieri passou a ser alvo de críticas pela insistência no esquema com três defensores. O sistema, que chegou a dar bons resultados durante o Gauchão, agora é questionado pela falta de criatividade e pela ausência de vitórias na competição nacional.
No empate em 0 a 0 contra o time paulista, Barbieri manteve o trio de zaga mesmo durante as substituições, o que gerou impaciência no público. Questionado sobre a possibilidade de uma mudança estrutural para os próximos compromissos, o treinador sinalizou que não está "preso" ao modelo, mas rebateu a ideia de que a formação seja puramente defensiva.
"Penso [em mudar]. Eu entendo o questionamento. Veja bem, eu nem sei se é o caso, mas eu não posso corroborar que os três zagueiros sejam excessivamente defensivos. Vale lembrar que o Novorizontino também jogou a partida com três zagueiros, porque o Patrick não é lateral-esquerdo, é zagueiro de origem. E eu entendo que em algumas circunstâncias a gente vai abrir mão. Contra o Avaí, a gente desmanchou a questão dos três zagueiros", recordou Barbieri.
Para o comandante jaconero, a escolha tática precisa respeitar as peças que ele tem à disposição no vestiário, especialmente em um momento de muitas trocas no elenco. Barbieri enfatizou que qualquer alteração deve ser baseada na necessidade do jogo e não apenas em pressões externas ou preferências pessoais.
"Em alguns momentos, a gente vai utilizar. Agora, eu não posso, por preferência minha pessoal, ou por qualquer preferência externa que seja, ir contra o que são as características do elenco que eu tenho. Eu não estou preso cegamente à questão dos três zagueiros, mas também não tenho por que abrir mão se eu não entender que a situação assim o exige", concluiu o técnico.
Com o Juventude ainda em busca da primeira vitória na Série B, o desempenho do sistema defensivo e a eficiência do ataque — que ainda não marcou gols na competição — seguem sob a lupa da torcida. O próximo desafio será contra o Fortaleza, onde a manutenção ou a queda do "trio de ferro" na zaga será, novamente, o principal ponto de atenção antes do apito inicial.




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