"Podemos ter muitas surpresas em campo", alerta Luciano Hocsman sobre o novo formato do Gauchão
- Peleia FC

- 5 de jan.
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Foto: Max Peixoto/FGF
Faltando poucos dias para o apito inicial do Campeonato Gaúcho 2026, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, projetou a competição em entrevista ao programa Sala de Domingo, da Rádio Gaúcha. Em uma conversa franca, o dirigente destacou que a agilidade do novo regulamento e a necessidade de atenção dos clubes da capital podem abrir caminho para zebras logo na largada.
Confira os quatro pilares da entrevista sobre o torneio que começa no próximo final de semana:
1. O Campeonato do "Erro Zero"
Hocsman alertou que o formato mais curto da primeira fase pode não permitir recuperação. Com apenas seis rodadas iniciais, o tempo de reação diminuiu drasticamente em relação aos anos anteriores.
"É muito rápido. Se não souberem ler exatamente o campeonato, vão se surpreender. São seis rodadas; nos últimos anos eram 12 ou 13 e dava tempo de buscar. Agora, se deixarem algum clube do interior deslanchar, será difícil", pontuou o presidente.
2. Infraestrutura: A Evolução dos Gramados e Vestiários
O presidente da FGF relembrou que, desde 2004, os repasses financeiros aos clubes do interior aumentaram significativamente, mas lamentou que nem sempre esse valor foi convertido em patrimônio. No entanto, ele vê uma mudança de mentalidade recente:
"O que eu vejo e me dá a sensação de evolução, os clubes de uns anos para cá começaram a se preocupar mais com isso, de ter um vestiário adequado, ar condicionado adequado. O Inter de Santa Maria é que mais nos preocupava pelo tempo fora da primeira. O Inter está investindo bastante. A grande surpresa é o gramado sintético (do São José) que este vocês não vão nos "conetear" tanto que trocou toda a grama", declarou Hocsman.
3. VAR: Experiência e Menos Erros
Sobre a arbitragem de vídeo, que gerou polêmicas em 2025, o dirigente demonstrou confiança em um sistema mais maduro.
"O VAR é uma realidade. As dificuldades do ano passado não foram grandes, mas os poucos erros que aconteceram tiveram muita repercussão. Esperamos que este ano, com a comissão mais tarimbada e orientada, tenhamos um resultado melhor", afirmou.
4. Logística e Divisão de Grupos
Hocsman explicou os critérios para a montagem da tabela e a divisão das chaves. O objetivo principal foi preservar os grandes clássicos e equilibrar as viagens:
"Buscamos dividir os grupos para manter a validade dos clássico, por isso Grêmio e Inter e dupla Ca-Ju em lados diferentes. Depois fomos montando conforme sorteio, em dupla do próprio conselho para que houvesse um equilíbrio nas distancias viajadas. A montagem da tabela foi pensando em um primeiro momento invertendo os mandos dos clássicos e depois na base do sorteio até chegar na tabela que se chegou", finalizou






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