"Temos que reconhecer que não fomos competentes para executar um trabalho no futebol", afirma presidente do Caxias
- Peleia FC

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Foto: Vitor Soccol/Caxias
O dia 29 de agosto marcou o fim antecipado e melancólico da temporada de 2026 para o Caxias. Em um ano em que nada deu certo, o clube acumulou cinco eliminações — Gauchão, Taça Farroupilha, Copa do Brasil, Copa Sul-Sudeste e Série C —, além de uma alta rotatividade que somou três treinadores e quase 60 jogadores contratados.
O último capítulo da jornada grená ocorreu no Estádio Centenário, no depressivo empate em 0 a 0 contra a Inter de Limeira. Após o apito final, o presidente Roberto de Vargas concedeu foi dar explicações ao torcedor. Em declarações registradas pelo jornal Pioneiro ele tentou analisar a queda precoce na Série C.
— Nada justifica o nosso ano. Falando da minha gestão em dois anos: quando assumimos, nosso departamento de futebol tinha uma pessoa experiente, o José Caetano Setti, e mais outras pessoas que colaboravam. Conseguimos fazer um 2025 muito bom, em que quase subimos. Foi um ano excelente, fazia muito tempo que o Caxias não chegava disputando para subir para a Série B. Com a saída do Setti por problemas de saúde, a gente teve que montar um departamento de futebol novo — declarou o presidente, que completou sobre 2026:
— Não fomos felizes nessas escolhas e o trabalho não deu certo. O futebol não perdoa. Fomos infelizes nas contratações de jogadores e de técnico no primeiro semestre. As desclassificações vieram como consequência desse trabalho mal executado. Tentamos corrigir o rumo, trocamos o departamento de futebol e os jogadores. Fizemos o que estava ao nosso alcance e trabalhamos bastante em contratações, mas infelizmente não deu certo. Temos que reconhecer que não fomos competentes para executar um trabalho no futebol em 2026.
Convicção no técnico e pedido de perdão ao torcedor
O presidente do Caxias também abordou a insistência na manutenção do técnico Marcelo Cabo durante a Série C e confirmou que não concorrerá à reeleição ao cargo máximo do clube:
— A direção e o departamento de futebol estavam sempre atentos para o que estava acontecendo. A gente acreditou no trabalho do Marcelo Cabo até o fim. Talvez esse tenha sido um erro nosso. Agora, depois que passou, é muito fácil falar. Nós acreditávamos que o Cabo poderia nos levar à classificação, por isso investimos em outros atletas no elenco. Não houve mudança radical e o resultado está aí — afirmou o dirigente.
Ao encerrar pronunciamento citado pelo Pioneiro, Roberto de Vargas pediu desculpas à torcida e confirmou a abertura de espaço para uma nova liderança:
— Quando um trabalho começa errado, é muito difícil corrigir no meio do caminho. Tenho que pedir perdão para a torcida grená. O objetivo dessa direção era levar o Caxias para a Série B. Saio frustrado porque esse era o meu objetivo e eu não consegui. Tenho que dar lugar a outro que possa ter mais capacidade para fazer isso. Minha proposta inicial era levar o Caxias para a Série B. Se a gente conseguisse, essa direção iria ficar. Não conseguindo, é melhor dar espaço para quem possa vir com ideias e processos diferentes. A gente quer ver o Caxias na Série B.




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