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MP cumpre mandados em três cidades gaúchas contra suposta manipulação no futebol

18 de abr. de 2023
3 min de leitura

Investigações do Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI), indicam a manipulação de resultados em seis partidas do Campeonato Brasileiro da Série A de 2022.


Dois jogos do Campeonato Gaúcho também estão na lista. Na operação desta terça-feira foram cumpridos mandados três cidades: Santa Maria, Erechim e Pelotas. Dois jogadores são alvos de investigações. Os nomes dos suspeitos não foram revelados em obediência à Lei de Abuso de Autoridades.


>>> JOGOS SUSPEITOS NO BRASILEIRÃO


Santos x Avaí (5/11)

Jogador do Santos foi assediado para tomar um cartão amarelo;


Red Bull Bragantino x América Mineiro (5/11)

Atleta do Bragantino foi abordado para tomar um cartão amarelo;


Goiás x Juventude (5/11)

Dois jogadores do Juventude foram assediados para tomar cartões amarelos;


Cuiabá x Palmeiras (5/11)

Jogador do Cuiabá foi assediado para tomar cartão amarelo;


Santos x Botafogo (10/11)

Atleta do Santos foi assediado para tomar cartão vermelho;


Juventude x Palmeiras (10/9)

Jogador do Juventude foi assediado para tomar cartão amarelo.


>>> ESTADUAIS


Campeonato Goiano: Goiás x Goiânia (12/2)

Derrota do Goiânia no primeiro tempo;


Campeonato Gaúcho:

Caxias x São Luiz de Ijuí (12/2)

Jogador do São Luiz cometer pênalti;


Bento Gonçalves x Novo Hamburgo (11/2) -

Jogador receber cartão amarelo;


Campeonato matogrossense:

Luverdense x Operário de Várzea Grande (11/2)

Manipulação de escanteios;


Campeonato Paulista:

Guarani x Portuguesa (8/2)

Cartão amarelo.


Os atletas envolvidos receberiam entre R$ 70 mil e R$ 100 mil por pênaltis cometidos, escanteios e cartões amarelos e vermelhos nas partidas. Os nomes dos suspeitos não foram revelados em obediência à Lei de Abuso de Autoridades. Segundo as autoridades, os clubes não estão envolvidos e também são vítimas.


De acordo com promotor Fernando Cesconetto a partida Juventude x Palmeiras (10/9) acabou entrando na lista depois que um dos suspeitos, durante abordagem realizada hoje, apontou fraude também neste jogo. O promotor Rodney da Silva afirmou, durante a coletiva, que essa revelação pode indicar que o esquema pode ser ainda maior do que o apurado até agora.


Mandados e prisões cumpridos em seis estados


Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, sendo 1 em Goiás (um jogador de futebol em Goianira), 3 no Rio Grande do Sul nas cidades de Santa Maria, Pelotas e Erechim, 3 em Santa Catarina, 1 no Rio de Janeiro, 2 em Pernambuco e 10 em São Paulo. Também foram cumpridos 3 mandados de prisão em São Paulo (nenhum contra jogador).


Nos locais das prisões foram encontradas e apreendidas duas armas de fogo e granadas de efeito moral. Os suspeitos terão de explicar como conseguiram e como acessaram o material, por serem de uso restrito.


O coordenador do Gaeco esclareceu que os investigados, caso sejam denunciados e as denúncias aceitas pela Justiça, irão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção (de acordo com o Estatuto do Torcedor) e ainda lavagem de dinheiro. Ele frisou que os clubes, as federações, a maioria dos jogadores e mesmo as casas de apostas são vítimas desses esquemas. “Toda aposta manipulada traz prejuízo para a casa de apostas”, pontuou.


Próximos passos


Segundo Fernando Cesconetto, os trabalhos do MP agora se concentrarão na reunião e análise de material e interrogatório dos suspeitos, para só então definir os próximos passos. Ele deixou claro que não há prazo determinado para conclusão das investigações.


Sobre a possibilidade de novas etapas da operação, Rodney da Silva afirmou: “Talvez não haja mais nenhuma, talvez haja mais dez”, a depender dos fatos novos que forem apurados. O coordenador do Gaeco disse ainda que cabe à sociedade, aos clubes, federações e entidades ligadas ao esporte desenvolver um trabalho conjunto preventivo para evitar que situações como essa se perpetuem.


Nesta etapa, o Gaeco, com o apoio dos MPs de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, focou as investigações em cinco jogos do Campeonato Brasileiro Série A 2022 e também outras cinco partidas de campeonatos estaduais realizadas entre janeiro e fevereiro deste ano.


Novos investigados surgiram na segunda fase da operação


A primeira fase da Operação Penalidade Máxima, realizada em fevereiro deste ano, ofereceu denúncia contra 14 pessoas, entre jogadores corrompidos e apostadores, por aliciamentos e intermediação de fraudes nos resultados de jogos. Segundo Fernando Cesconetto, nesta segunda fase há pessoas que já foram alvo das investigações naquele momento, mas também novos atores envolvidos.


Foto: Divulgação/MP

Texto: Mariani Ribeiro/Assessoria de Comunicação Social do MPGO

 
 
 

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