"A princípio, nós vamos conceder a vaga de Série D e Copa Sul-Sudeste", afirma presidente da Federação sobre a Copa FGF
- Peleia FC
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Foto: Adão Paz Júnior/FGF
Em meio à polêmica que resultou na desistência de clubes tradicionais como Gaúcho e Passo Fundo, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, quebrou o silêncio. Em entrevista ao programa O Cancheiro, da Rádio Guaíba, conduzida pelo jornalista Nicolas Wagner, o mandatário detalhou os entraves regulamentares junto à CBF e anunciou uma medida para valorizar a Copa FGF 2026: uma premiação em dinheiro como alternativa às vagas em competições nacionais.
Hocsman confirmou que, caso o regulamento nacional impeça a concessão de vagas para a Série D ou Copa do Brasil, o campeão receberá uma bonificação de R$ 300 mil. O dirigente explicou que, se as vagas forem confirmadas, esse montante será realocado para o fomento da Divisão de Acesso.
"Fundamentalmente, a maior discussão que a gente vem tendo é encontrar uma maneira de também dar dentro da própria Copinha uma vaga de Copa do Brasil. Essa é mais difícil. Mas o que eu digo aos clubes sempre disse, foi de que eventualmente, se não tivermos alguma possibilidade em razão de regulamento da CBF, vai haver uma compensação financeira dentro dessa competição", garantiu.
O impasse do regulamento da CBF
A principal barreira enfrentada pela federação gaúcha diz respeito às novas diretrizes da CBF, que exigem um quantitativo mínimo de clubes da elite estadual participando de copas seletivas para que elas possam distribuir vagas nacionais. Com a nova realidade do calendário, as vagas passaram a ser concentradas majoritariamente nos campeonatos estaduais (Gauchão).
"Essa é uma das dificuldades. E não é só o Rio Grande do Sul que tem enfrentado isso. No final do ano passado houve uma alteração em termos de regulamento, seja da Copa do Brasil, seja da Série D, distribuindo a maioria delas dentro do campeonato estadual. Isso talvez vai dificultar a distribuir essas outras vagas numa copa seletiva, considerando um número mínimo de clubes que participem da elite dos estaduais", explicou Hocsman.
Foco no benefício ao clube
Para o presidente da FGF, a competição não pode perder seu caráter atrativo, mesmo diante das incertezas burocráticas impostas pela entidade nacional. Ele defende que o esforço dos clubes precisa ser recompensado de forma tangível, justificando assim o aporte financeiro prometido para a atual edição.
"É preciso se jogar não somente pela taça uma copa como essa, mas também por algum benefício, seja ele financeiro, seja ele de título ou mesmo de vaga em alguma competição nacional", afirmou o dirigente, reforçando que a prioridade segue sendo o alinhamento com a CBF para garantir o acesso à Série D e à Copa Sul-Sudeste:
"A princípio, nós vamos conceder a vaga de Série D e de Copa Sul-Sudeste. Existe uma questão junto à CBF, do ponto de vista é regulamentar lá que a gente está tentando alinhar", finalizou.
