Presidente detalha os motivos que levaram o Gaúcho a desistir da Copa FGF
- Peleia FC

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Foto: Gaúcho/Divulgação
Em entrevista ao programa O Cancheiro, da Rádio Guaíba, o presidente do Gaúcho, Guto Ghion, explicou os bastidores da decisão de retirar o clube da disputa da Copa FGF 2026. Em conversa com o jornalista Nicolas Wagner, o mandatário alviverde ressaltou que, embora mantenha uma relação de proximidade e respeito com o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Luciano Hocsman, a falta de definições claras sobre o calendário e as recompensas esportivas tornou inviável a manutenção do projeto para o segundo semestre. Ghion enfatizou que a gestão do "Periquito" é pautada pelo rigor financeiro e pelo compromisso com os investidores de Passo Fundo.
"O Gaúcho é um clube de 107 anos, um clube que vem com zero dívida trabalhista, zero dívida fiscal, sem dívida com fornecedores. Vem investindo numa iluminação nova, que vai ficar pronta aí dentro de 45 dias. Investindo num campo auxiliar. E a gente depende dos empresários da cidade que ajudam, que acham que o futebol é o fator importante para a sociedade, um modificador social", pontuou o presidente.
Para o dirigente, o principal entrave não foi apenas a incerteza sobre as vagas nacionais, mas a ausência de um cronograma que permitisse ao clube prestar contas e planejar custos junto aos seus patrocinadores. Segundo ele, o clube vive do apoio da classe empresarial local, o que exige uma administração profissional e estratégica.
"É difícil, falta dinheiro, tem que fazer uma gestão muito bem feita e a gente precisa ter previsibilidade. A gente precisa saber quando começa o campeonato. O que que o campeonato pode oferecer? O que não pode oferecer?", questionou.
O presidente relembrou que o Gaúcho possui histórico recente de sucesso na competição, como em 2019, quando a boa campanha na "Copinha" abriu as portas para a disputa da Série D nacional. O desejo de repetir esse caminho existia, mas esbarrou na demora federativa em organizar os detalhes do certame.
"A gente obviamente queria jogar a Copinha. A gente queria ter a possibilidade de ter um acesso a uma divisão nacional. Então, diante dessa, desse atraso de saber como ia ser feito o campeonato, que data ia começar, que data ia terminar e o que que ele ia oferecer de premiação para os vencedores, fez o clube desistir", desabafou Ghion.
Com a desistência confirmada, o Gaúcho foca agora na finalização de suas obras estruturais, como a nova iluminação em LED e o campo auxiliar, priorizando a saúde financeira da instituição.




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