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"Nunca desistir": Conheça a trajetória de Andressa Hartmann, primeira mulher a apitar o Gauchão

Foto: William Anacleto/FGF

O apito inicial no Estádio Francisco Novelletto, na última quinta-feira (22), não marcou apenas o começo de São José x Monsoon. Ele simbolizou a queda de um tabu secular. Pela primeira vez em 107 anos de história, uma mulher comandou uma partida da Série A do Campeonato Gaúcho. Aos 32 anos, a árbitra Andressa Hartmann escreveu seu nome no livro de ouro do futebol do Rio Grande do Sul ao liderar o primeiro trio 100% feminino na elite estadual.


Natural de São Paulo das Missões e formada em Educação Física pela UFSM, Andressa encara o feito como o ápice de uma preparação rigorosa, mas não apenas como uma glória individual.


Uma conquista coletiva e de fôlego


Para a árbitra, que integra o quadro da CBF desde 2021, pisar no gramado do Passo d'Areia como autoridade máxima foi o cumprimento de uma missão que começou muito antes de sua formação em 2018.

"A estreia no Gauchão Série A representou para mim uma conquista pessoal, mas também coletiva. Não posso deixar de enaltecer o trabalho das minhas antecessoras, que abriram o caminho, e das colegas atuais. Foi uma meta batida na carreira e uma responsabilidade muito grande", celebrou Andressa.

Do sonho na Granja Comary ao protagonismo no apito


O currículo de Andressa explica sua ascensão meteórica. Ex-jogadora de futsal e futebol, ela chegou a vestir a camisa da Seleção Brasileira Sub-17 na Granja Comary em 2009. A transição dos pés para o apito foi natural, mas exigiu persistência. Antes de chegar à Série A, Andressa já havia liderado quartetos femininos na Copa FGF e apitado finais do Gauchão Feminino e da Série B masculina.


O desempenho seguro na vitória do Monsoon por 2 a 1 foi acompanhado de perto por um "olheiro" especial: seu pai, Eugênio Hartmann, que viajou do interior para surpreendê-la na capital. "Minha filha realizou um sonho", confessou o pai orgulhoso.


O próximo passo: O mundo


Para quem acaba de quebrar um jejum de mais de um século, o horizonte não tem limites. Andressa Hartmann já traçou o seu próximo objetivo tático na carreira: o reconhecimento internacional.

"Quero me destacar no cenário nacional e depois conquistar o tão sonhado escudo da FIFA. O segredo é acreditar nos sonhos e nunca desistir", projetou a árbitra.

Pioneirismo em campo:


  • Árbitra: Andressa Hartmann (CBF)

  • Assistente 1: Luciane Rodrigues dos Santos

  • Assistente 2: Jeissyevan Freitag Gonçalves

 
 
 
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