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“Tivemos um custo de R$ 95 mil. Quem paga a conta? Minha empresa”, desabafa presidente do clube mais antigo do Brasil

há 5 minutos
2 min de leitura

Foto: Rio Grande/Divulgação


O presidente do Rio Grande — o clube mais antigo do país em atividade —, Getúlio Goulart, concedeu uma entrevista ao jornal O Litorâneo, na qual fez um balanço franco da difícil campanha do time na Terceirona Gaúcha de 2026. A equipe encerrou a primeira fase da competição sem nenhuma vitória nos 90 minutos regulamentares.


Foram nove partidas disputadas, somando um empate e oito derrotas. O clube terminou a tabela com quatro pontos em decorrência da exclusão do Novo Horizonte. Sem triunfos no tempo normal, o Rio Grande encerrou a fase na penúltima colocação, ficando à frente apenas do clube punido.


A campanha dentro de campo, contudo, é apenas o reflexo de um cenário de terra arrasada nos bastidores, marcado por ausência de patrocínios, prejuízos estruturais causados por temporais e o sacrifício financeiro pessoal da diretoria.


Custos do próprio bolso e prejuízos com temporais


Getúlio Goulart revelou que a sobrevivência do clube durante o campeonato dependeu diretamente de aportes particulares retirados da sua própria empresa:

“A gente vem sofrendo há alguns anos. Não temos parceiros ou patrocínios relevantes, contando apenas com o auxílio de uma única empresa. No futebol, estamos sobrevivendo graças às categorias de base, especialmente o sub-20. Alguns parceiros que se apresentaram não têm condições de nos auxiliar. Este ano, tínhamos alinhado um time mais competitivo, mas um temporal destruiu tudo e alterou completamente a nossa logística. Gastamos dinheiro para recuperar os estragos, o que acarretou na falta de verba para o futebol profissional. Em resumo, tudo saiu do meu bolso”, desabafou o presidente.

Déficit de R$ 95 mil e queixas sobre auxílio institucional


O dirigente abriu o livro de contas do clube e escancarou o abismo financeiro entre a arrecadação ordinária e os custos operacionais de disputar uma competição profissional no estado, além de criticar a falta de suporte prometido pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF):

“O clube não arrecada nem R$ 12 mil mensais com as mensalidades do quadro social. Tivemos um custo de R$ 95 mil só com o futebol na Terceirona. Quem paga essa conta? Sai do caixa da minha empresa. A Federação Gaúcha de Futebol havia prometido auxiliar na recuperação da estrutura para jogarmos em casa, mas o acordo não foi cumprido e tivemos que sacrificar o futebol profissional”, pontuou.

Por fim, o mandatário rubro-verde detalhou como o grupo de jogadores e comissão técnica se manteve ativo com o apoio restrito de empresários locais e projetou a necessidade de estabilização administrativa para o próximo ano:

“Disputamos o campeonato com o que tínhamos em casa e com o apoio pontual de alguns empresários que ajudavam a pagar salários. Nós arcávamos com a alimentação dos atletas, viagens e outros custos operacionais. Essa é a infeliz realidade do clube. Estamos tentando nos recuperar administrativamente para atrair parceiros fortes no ano que vem, mas só teremos essa condição se estivermos plenamente estruturados”, concluiu.

 
 
 

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