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Foto: Renata Medina/Inter SM

Foram 5.401 dias de espera e de uma saudade que parecia não ter fim. Na última quarta-feira, o torcedor do Internacional de Santa Maria finalmente resgatou a sua bandeira guardada, vestiu a camisa alvirrubra com um orgulho renovado e caminhou em direção ao Estádio Presidente Vargas para reviver um ritual que a elite do futebol gaúcho não lhe proporcionava há 15 anos.


Nem o sol forte das férias de janeiro, nem o relógio apertado das 19h ou o valor de 50 reais pelo ingresso foram barreiras para quem esperou mais de uma década para gritar: "O Inter SM voltou!".


A noite no "Coração do Rio Grande" foi de arrepiar. Em meio a um cenário de reconstrução e sob os novos refletores que dobraram a potência luminosa do estádio, mais de 5 mil apaixonados transformaram a Baixada em um caldeirão de sentimentos. A voz da arquibancada ecoou forte, provando que a paixão alvirrubra não apenas sobreviveu aos anos de Divisão de Acesso, mas retornou ainda mais pulsante para enfrentar os desafios da Série A.


Dentro das quatro linhas, o duelo contra o São Luiz foi marcado pelo equilíbrio e pela entrega física dos atletas, terminando com o placar de 0 a 0. Embora o grito de gol tenha ficado represado na garganta, a vibração da torcida não diminuiu ao apito final. O empate sem gols foi o detalhe de um jogo onde a verdadeira vitória aconteceu antes mesmo da bola rolar: a ocupação massiva de um estádio que voltou a pulsar com a energia da primeira divisão.


O ponto somado mantém o Inter SM vivo e competitivo na tabela, mas o saldo mais positivo da noite foi a demonstração de fidelidade da comunidade santa-mariense. O reencontro oficial provou que, independentemente do resultado no placar, o Estádio Presidente Vargas voltou a ser o epicentro da emoção esportiva na região, pronto para escrever os próximos capítulos desta história de superação.

 
 

O Monsoon FC deu o passo definitivo para consolidar sua nova identidade geográfica. Após transferir sua sede administrativa de Porto Alegre para Capão da Canoa, o clube agora planeja a construção de um estádio próprio na cidade. A informação, revelada pelo jornalista Talis Ramon no site Litoral na Rede, indica que a meta da diretoria é mandar seus jogos oficiais no litoral gaúcho a partir da temporada de 2027.


Atualmente, o Tubarão vive uma rotina híbrida: embora realize seus treinamentos e mantenha sua estrutura administrativa em Capão, o clube ainda precisa se deslocar até Porto Alegre para mandar suas partidas no Estádio Francisco Novelletto. O projeto da nova casa visa encerrar esse deslocamento e criar uma conexão direta e permanente com a comunidade litorânea.


As tratativas para a viabilização da praça esportiva já estão em andamento. A direção do Monsoon conduz conversas diretas com autoridades municipais e empresas do setor da construção civil para definir o local e o modelo de negócio. O planejamento não prevê apenas um estádio de futebol, mas sim um complexo esportivo integrado que abrigue a sede administrativa, campos de treinamento para o profissional e a estrutura necessária para o dia a dia do clube.


A mudança estratégica para o Litoral Norte é vista como uma oportunidade de mercado e de engajamento, ocupando uma região que carece de clubes na elite do futebol gaúcho.

 
 
Foto: Renata Medina/Inter SM

O clima esquentou fora das quatro linhas no retorno do Internacional de Santa Maria ao Estádio Presidente Vargas. Após o presidente do São Luiz, Vilson Hepp, classificar o gramado como "impraticável" e acionar a Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o mandatário alvirrubro, Pedro Della Pasqua, não poupou palavras para rebater as declarações e criticar a postura da diretoria rival.


Em uma coletiva de imprensa explosiva após o jogo, Della Pasqua acusou o clube de Ijuí de falta de empatia e arrogância. O dirigente revelou que o São Luiz teria tentado impedir a realização da partida mesmo com o aval das autoridades esportivas.

"Criaram um monstro. O jogo foi liberado às 13h54 e o São Luiz não queria jogar. Tem que ter um pouquinho de empatia. O São Luiz já foi nós em 2017. É um pouquinho de arrogância, não cumprimentei o presidente deles. F***-se! Acho que eles não foram desportistas", desabafou o presidente do Inter-SM.

Della Pasqua reconheceu as dificuldades estruturais do clube, que ainda finaliza as obras no estádio e no gramado, mas reforçou que a condição de jogo existia e que o clube não aceitará o rótulo de local inadequado para o futebol profissional. "A gente tem dificuldade e vamos encarar. Dizer que o campo é impraticável aqui não vai ter", sentenciou.


Com a bola rolando, a partida terminou empatada em 0 a 0 no Estádio Presidente Vargas lotado.

 
 
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