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O Guarany de Bagé confirmou, na tarde desta segunda-feira (27), a saída do técnico Gelson Conte. O anúncio ocorre menos de 24 horas após a derrota sofrida em casa para o São Luiz, por 1 a 0, resultado que deixou o Índio na lanterna do Grupo A15 da Série D e aumentou a pressão sobre o departamento de futebol.


Além de Gelson, deixam o clube o auxiliar técnico Peranzoni Jr. e o preparador de goleiros Jeferson Câmara.


Apesar do início difícil na competição nacional, a passagem de Gelson Conte pelo Estrela D'Alva será lembrada por um marco significativo. Em nota oficial, o clube fez questão de ressaltar o profissionalismo e os resultados obtidos pelo treinador. O técnico cumpriu o objetivo primordial de manter o Guarany na Série A1 do Gauchão, garantindo o calendário de elite para o próximo ano.


Sob o comando de Conte, o Guarany alcançou a terceira fase da Copa do Brasil, uma marca histórica para o clube de Bagé, gerando tanto prestígio esportivo quanto um fôlego financeiro importante através das premiações.


Momento Delicado na Série D


O desgaste, porém, tornou-se evidente com o desempenho na quarta divisão brasileira. Com apenas um ponto somado em três jogos, o clube viu a necessidade de uma mudança de rumo para tentar buscar a classificação no Grupo A15.


"O Guarany agradece a Gelson pelo trabalho desempenhado e deseja sucesso na continuidade da carreira profissional de todos", informou o clube em comunicado oficial.

 
 
Foto: Renata Medina/Inter SM

O Internacional de Santa Maria vive um momento de reflexão administrativa após o descenso para a Divisão de Acesso. Com o mandato de Pedro Della Pasqua chegando ao fim em outubro, o clube deu início ao seu processo eleitoral em meio a um debate sobre a modernização de sua estrutura. Em entrevista ao jornalista Gilson Alves, no programa Joga Junto da Rádio Medianeira, Della Pasqua abriu o jogo sobre os modelos de gestão que estão sendo analisados por um grupo de estudos e explicou por que acredita que o atual sistema presidencialista está esgotado.


Ao analisar as opções disponíveis, o mandatário descartou uma alternativa como a SAF. Sobre um colegiado de conselheiros, ele citando algumas dificuldades.


"Sobre o modelo, o modelo presidencialista atual é um modelo muito difícil, pois exige muito do presidente, contato político, empresarial, tempo. Claro que se aparecer um nome interessado será aclamado, mas não vamos entregar o clube a qualquer aventureiro também", afirmou o presidente. Ele ponderou que modelos baseados apenas em abnegação esbarram na falta de voluntários: "O presidencialista é o segundo modelo que não temos ninguém voluntário para seguir o trabalho. Outro seria um colegiado de conselheiros e esbarra em situações, como no tempo, organização, pode ter muitas divergências e depende de abnegação de tempo, dinheiro. Então, por isso, não creio que esses modelos vinguem".


A grande aposta de Pedro Della Pasqua para o Alvirrubro é a implementação de um presidente remunerado, inspirado em exemplos de sucesso no interior gaúcho. "Apresentei a minha sugestão do melhor modelo, na minha ótica, que é o presidente remunerado. Não estou inventando nada, o Guarany de Bagé é assim. É o cara que fica 24h dentro do clube, mas não fica sozinho. Hoje, eu dou uma escapada do trabalho e vou no estádio. Esse estará o tempo todo e junto com gerente de futebol vai definir", explicou.


Segundo ele, esse profissional seria subordinado a um conselho de gestão formado por empresários, que garantiriam o suporte financeiro necessário para a temporada. "Eu sei que pro acesso precisamos de 2,5 milhões, 500 mil por mês. O clube é muito mais complexo. O presidente passa a ser um funcionário e pode ser demitido, como qualquer funcionário".


Sobre quem ocuparia esse cargo técnico, Della Pasqua defendeu que a competência deve vir antes da paixão clubista, tratando a função como a de um executivo de mercado. Ele já descartou ser esse presidente remunerado.


"Perfil tem que ser um cara competente e que conheça futebol. Não precisa ser um torcedor, pode ser um cara como um CEO do futebol. Eu posso ser um dos 10 empresários do conselho e já falei com outros quatro que topariam. Mas esse é o meu ponto de vista, depende do conselho. Não quero passar por cima deste modelo", concluiu, reforçando que a decisão final cabe aos conselheiros do clube.

 
 
Imagem criada por Inteligência Artificial

Neste domingo, 26 de abril de 2026, os corações tricolores de Pelotas deveriam estar pulsando em uma alegria plena. Afinal, não é todo dia que uma instituição alcança a marca secular. O Grêmio Atlético Farroupilha completa 100 anos. No entanto, para o torcedor do "Fantasma do Fragata", o sopro das velas de aniversário carrega um gosto amargo de incerteza e uma pergunta que ecoa pelo bairro que já não lhe pertence: "onde está o nosso castelo?"


O Farroupilha de hoje é um andarilho. O histórico Estádio Nicolau Fico, outrora caldeirão e reduto de resistência, deu lugar ao concreto frio e ao vaivém de carrinhos de uma grande rede de supermercados. Onde se gritava gol, hoje se conferem preços. E o sonho de um novo castelo, o Ninho do Cardeal, permanece como uma promessa interrompida; um canteiro de obras paralisado judicialmente em um imbróglio que se arrasta.


Sem o seu teto, o Fantasma perambula por casas vizinhas. Já buscou abrigo no Bento Freitas e, nesta temporada, terá de cruzar estradas para mandar seus jogos no Estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande. O risco de um clube perder sua casa é o de, gradualmente, perder sua identidade e o contato com a sua gente, o seu torcedor.


Um Passado rico


A história do Farroupilha não permite que ele seja tratado como um figurante. Estamos falando do clube do lendário presidente Ewaldo Poeta e do "Trem", o time que não tomava conhecimento de adversários. Em 1935, sob o nome de 9º Regimento de Infantaria, o Fantasma assombrou o estado ao conquistar o Campeonato Gaúcho batendo o Grêmio, em Porto Alegre.


Contudo, a última vez que a elite do Gauchão sentiu o peso dessa camisa foi em 2006. Desde o rebaixamento, o clube iniciou uma descida que o levou ao hiato. O torcedor, cansado de promessas e discursos, clama por ações práticas. O "clube que precisava se reconstruir" já iniciou esse processo, mas o campo — ou a falta dele — ainda é o maior obstáculo.


Que o Fantasma não se torne Invisível


Embora confirmado na Copa FGF 2026, o futuro do Farroupilha é uma névoa. A celebração deste domingo foi modesta, sufocada por tantas indefinições. O time fez um amistoso, no Estádio do Bancário, em Pelotas. Poderia ter sido um jogo para marcar a inauguração da sua nova casa. Porém, esse sonho não se concretizou. A reconstrução de um clube centenário não se faz apenas com nostalgia, mas com tijolos, gramado e, principalmente, ações para o seu torcedor.


O Farroupilha é patrimônio de Pelotas e do futebol gaúcho. Que neste centenário, o "Fantasma" encontre o caminho de volta para seu Castelo e deixe de ser um andarilho, para voltar a ser aquele que assombra os gigantes. Afinal, 100 anos de história são pesados demais para ficarem sem um chão para pisar. O desafio para o próximo século é urgente: garantir que o Fantasma continue perambulando nos gramados, e não desapareça na memória e vire apenas uma lembrança.

 
 
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