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Imagem: Youtube/TV Xavante

O processo de transformação do Brasil em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganhou novos detalhes em uma entrevista à TV Xavante. Fernando Ferreira, integrante do consórcio que lidera a transição, apresentou um diagnóstico realista sobre a saúde financeira do clube e os pilares do plano de reestruturação que visa devolver o Xavante ao protagonismo no cenário nacional.


Ferreira foi enfático ao desmistificar a ideia de que a chegada de investidores apaga, num passe de mágica, o passivo do clube. A estratégia apresentada foca no equilíbrio entre o investimento imediato no futebol e a reconstrução institucional a longo prazo.


Dívidas e o Novo Patamar do Elenco


Segundo o executivo, o endividamento histórico do Brasil permanece como um desafio central, exigindo aportes em diversas frentes simultâneas. No entanto, o torcedor já deve perceber mudanças no campo:

"O elenco deste ano já é um elenco com um nível de investimento muito superior ao do ano passado. O futebol, obviamente, está muito inflacionado. Nós ainda não fechamos o grupo, existem posições e contratações a serem feitas e também existirão ajustes durante a própria temporada", afirmou Ferreira.

Ferreira, porém, deixou um aviso sobre a filosofia do consórcio: "Não adianta você ter recurso e ter gestão ruim. Aí o dinheiro acaba. Mas se você tem gestão boa, o dinheiro vem".


Um Clube para Reconstruir: Do CT à Loja Oficial


O diagnóstico da estrutura atual é severo. Ferreira listou carências básicas que impedem o Brasil de gerar novas receitas e ser sustentável. O projeto da SAF prevê a criação de departamentos que hoje são inexistentes ou estão inativos:


  • Infraestrutura: Construção de um Centro de Treinamento (o clube não possui um hoje).

  • Base e Comercial: Retomada das categorias de formação e estruturação de licenciamentos e uma nova loja oficial.

  • Receita no Estádio: Reformulação da estrutura de dia de jogo (Matchday) para potencializar ganhos.

"A transição e o assumir estão acontecendo agora. Nem foi concretizada ainda. Mas o objetivo é levar o Xavante lá para cima na hierarquia do futebol. Temos que estruturar e investir na estrutura ao mesmo tempo em que se busca o resultado", explicou.

Metas Esportivas: O Triplo Desafio de 2026


Mesmo em meio à reconstrução administrativa, o calendário não espera. Fernando Ferreira traçou os três grandes objetivos desportivos que a SAF terá de perseguir simultaneamente:


  1. Série D do Brasileiro: Perseguir o acesso à Série C.

  2. Divisão de Acesso: Subir o clube de volta à elite do Gauchão.

  3. Copa FGF: Buscar a vaga na Copa do Brasil ou competições regionais (Copa Sul-Sudeste), dependendo das confirmações da Federação.


O recado final à torcida foi de paciência e confiança em um processo que está apenas começando: "Nós não chegamos para um trabalho deste ano, esse é um trabalho de longuíssimo prazo".

 
 
Foto: Renata Medina/Inter SM

Cerca de 25 integrantes do Conselho Deliberativo do Inter-SM participaram de uma reunião geral na noite desta segunda-feira (23). Na oportunidade, foram discutidos assuntos como a situação do clube, contratos e cedência do espaço do Departamento de Bochas para a Escola de Samba Vila Brasil e tema gerais.


Segundo o repórter Renato Oliveira, da Rádio Imembuí, o ponto alto do encontro foi a formação de uma comissão, integrada por dez pessoas, que ficou encarregada de elaborar um estudo que poderá apontar o novo modelo de gestão do clube, com vistas a efetiva profissionalização.


Entre as alternativas discutidas está a possibilidade de o clube contar com um gestor remunerado, atuando como presidente-executivo; ou a formação de um colegiado que faria a administração do clube de forma compartilhada. Uma proposta definitiva deverá ser apresentada ao Conselho Deliberativo em nova reunião marcada para 13 de abril.


O grupo é composto pelo atual presidente Pedro Della Pasqua; pelo presidente do Conselho Deliberativo, Alípio Oliveira; o patrono Heriberto Marquetto; o conselheiro Luis Carlos Druzian; além do vice-presidente Dinei Faller, entre outros.

 
 
Foto: Adão Paz Junior/FGF

O cenário que já era desolador para o torcedor do Inter de Santa Maria ganhou um capítulo amargo nos tribunais. A Quarta Comissão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RS) julgou, no último dia 17 de março, os incidentes ocorridos na partida contra o Monsoon, válida pela penúltima rodada do quadrangular da permanência do Gauchão 2026.


Além do empate em 1 a 1 que selou o rebaixamento do Alvirrubro para a Divisão de Acesso, o clube terá que arcar com sanções disciplinares devido ao comportamento de parte de sua torcida no Estádio Presidente Vargas.


O Relato da Súmula: Rojões e Paralisações


O árbitro da partida, Lucas Guimarães Rechatiko Horn, detalhou em súmula dois episódios de grave indisciplina que forçaram a interrupção do jogo em momentos:


  • Aos 21 minutos do 2º tempo: A partida parou por dois minutos após o arremesso de um rojão vindo da torcida mandante. O artefato caiu próximo às placas de publicidade, atrás do gol defendido pelo goleiro do Monsoon.


  • Aos 29 minutos do 2º tempo: Houve nova reincidência. Mais um rojão foi arremessado no mesmo local, forçando uma paralisação de cinco minutos até que a Brigada Militar garantisse a segurança para a retomada do confronto.


A Sentença dos Auditores


Com base nos fatos relatados, o Inter-SM foi enquadrado no Artigo 213, inciso III, §1º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da "deixaria de tomar providências capazes de prevenir e reprimir o lançamento de objetos no campo".


As punições definidas foram:


  1. Perda de um mando de campo: O clube perdeu um mando de campo e irá cumprir na Divisão de Acesso de 2027. Cabe recurso da decisão ao Pleno do TJD-RS e, posteriormente, o Pleno do STJD.

  2. Multa Financeira: Condenação ao pagamento de R$ 2.000,00.

  3. Presidente suspenso: O presidente do Inter SM, Pedro Della Pasqua, foi suspenso por 120 dias por ter descumprido uma punição de suspensão de 60 dias. Ele esteve no campo antes do jogo com Monsoon e depois foi para as cabines de imprensa. Sendo assim, ele terá de ficar afastado por 180 dias.


O clube já tinha sido punido com a perda de dois mandos de campo pelos incidentes ocorridos na semifinal da Divisão de Acesso 2026. O clube recorreu ao STJD no Rio de Janeiro, mas ainda não teve o recurso julgado.

 
 
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