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Foto: Gabriel Costa/Brasil

O técnico do Brasil de Pelotas, Gilson Maciel, não escondeu a frustração após o vice-campeonato da Recopa Gaúcha 2026. Na noite desta quarta-feira (6), o Xavante chegou a abrir o placar no segundo tempo, mas sofreu a virada para o Internacional nos acréscimos da partida, com dois gols originados em jogadas aéreas. Em coletiva pós-jogo, o comandante analisou a estratégia adotada e o impacto emocional do resultado.


Estratégia e o detalhe fatal


Gilson destacou que o plano de jogo foi executado com precisão até os momentos finais, ressaltando que a qualidade individual do adversário acabou prevalecendo quando a concentração oscilou.

"A gente fica frustrado porque montou uma estratégia, marcando em bloco baixo, saindo em transição, e conseguimos fazer o gol. Aí entra a qualidade dos jogadores. Em uma bola alçada, eles pesaram a última linha, a concentração tem que ser alta o tempo todo. A gente fica frustrado por isso. Acabei de falar para os nossos jogadores: esse tipo de jogo, nesse nível, dá casca, dá maturidade. Os caras ganharam em duas bolas alçadas, pesaram a última linha. A gente tentou pesar, mas daí entra a qualidade e fica difícil", explicou o treinador.

Foco na Série D


Apesar da derrota, o técnico buscou valorizar o desempenho de seus atletas diante de um adversário de divisão superior. Para Gilson, a competitividade apresentada pelo Brasil serve como um termômetro positivo para o principal objetivo da temporada: o acesso no cenário nacional.

"Eu levo um sentimento de que jogamos de igual contra uma equipe da Série A do Brasileirão. Olha o investimento do Inter em relação ao nosso. A obrigação era do Inter. O nosso campeonato é a Série D. Não tem nenhuma equipe na Série D com essa qualidade que nós jogamos hoje contra o Inter", projetou Maciel.

Com o encerramento da Recopa, o Brasil de Pelotas volta as atenções exclusivamente para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, onde busca utilizar o aprendizado da final estadual para consolidar sua campanha.

 
 
Foto: Anderson Prebianca/Caxias

O clima mudou no Caxias na noite desta quarta-feira (6). Em uma partida marcada pela falta de alternativas, o Caxias empatou em 1 a 1 com o São Bernardo, fora de casa, e confirmou a sua quarta eliminação na temporada de 2026. O resultado coloca o técnico Marcelo Cabo sob pressão.


Superioridade desperdiçada


O cenário para a classificação grená era amplamente favorável: a equipe precisava de uma vitória simples para avançar na Copa Sul-Sudeste. O adversário, além de já estar eliminado, entrou em campo com um time reserva e teve um jogador expulso ainda no início do primeiro tempo. Mesmo com um atleta a mais durante quase toda a partida, o elenco titular de Marcelo Cabo não conseguiu superar os suplentes paulistas, despedindo-se melancolicamente da competição nacional.


O impacto da eliminação foi imediato. O Caxias iniciou a rodada decisiva na liderança do grupo, mas o empate — somado às vitórias de Novorizontino e Chapecoense — empurrou o time para a terceira colocação, estagnado nos 11 pontos.


Futuro incerto


Após o apito final, Marcelo Cabo tentou explicar a incapacidade da equipe em converter a superioridade numérica em gols, mas as justificativas não acalmaram os ânimos da torcida. Com quatro quedas em competições diferentes apenas este ano, a pressão sob o treinador voltou.

 
 
Foto: Divulgação/FK Qabala

Aos 28 anos, o zagueiro Eduardo Kunde pode se considerar um “cidadão do mundo”. Gaúcho da cidade de Montenegro, o jogador iniciou a carreira nas categorias de base do Internacional, e hoje, atua no Qabala, do Azerbaijão. Por lá, vive a sua quarta experiência no exterior.


Kunde fez parte da formação no Colorado e, no Brasil, também passou por clubes como Avaí, Cuiabá e Brusque. Ele chegou ao Qabala em 2025, após defender equipes de Japão, Bulgária e Indonésia.


“Tem sido uma experiência ótima. A liga aqui do Azerbaijão é boa, de bom nível técnico e bastante competitiva. A adaptação foi rápida e fácil”, valorizou o zagueiro, que também aponta as diferenças entre os países em que atuou:


“Bulgária e Azerbaijão são países que exigem uma maior organização tática. Os países asiáticos possuem menos entendimento tático, mas muita velocidade nas transições durante o jogo”, contou.


Experiência na base do Inter


Eduardo Kunde iniciou a sua formação no Internacional, onde permaneceu por pouco mais de três anos. Do período no Colorado, guarda boas lembranças. “Foram três anos e meio na base do Inter. Um período marcante, de muito aprendizado e boas memórias”, relembra.


Daquela geração, alguns nomes que atuaram ao lado de Kunde também chegaram ao futebol profissional. “Daquela época, quem virou profissional posteriormente foi o Marlon (lateral-esquerdo do Grêmio), o João Klauss (atualmente no Los Angeles Galaxy) e o Yan Sasse (hoje no Espérance, da Tunísia)”, concluiu o zagueiro.

 
 
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