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Foto: Reprodução/Instagram/Guarany

No cenário muitas vezes engessado e de falas ensaiadas dos dirigentes de futebol, surge uma figura que rompe todos os protocolos. Heráclito Moreira, o icônico Tato Moreira, presidente do Guarany de Bagé, consolidou-se em 2026 como o dirigente mais autêntico e passional do interior gaúcho. Mais do que um gestor, Tato tornou-se o símbolo de um "Índio Guerreiro" que não se entrega, levando o clube da Fronteira a uma histórica terceira fase de Copa do Brasil e garantindo a permanência na elite do Gauchão sob um sol de esperança e desabafos.


A trajetória de Tato e sua diretoria neste ano foi uma montanha-russa de emoções. Da eliminação imposta ao Caxias em pleno Estádio Centenário à angústia do quadrangular da morte, o presidente viveu cada minuto com o coração na ponta da chuteira. Após o empate em 1 a 1 com o Avenida, que selou a vaga na Série A de 2027, Tato não conteve o alívio.

"Graças a Deus estamos livre desse inferno e desse desgaste de jogar uma divisão de acesso. Na finaleira agora a gente deixou de ser aquele time que não tinha conseguido performar e demos a volta por cima. Não foi fácil e não é fácil fazer futebol. Primeiro tem que amar muito o que tu faz, e aqui tem três caras que amam muito o Guarany."

A cicatriz do jogo contra o Grêmio


Mas para chegar ao êxtase, Tato precisou engolir seco momentos de profunda dor. O dirigente relembrou, com mágoa ainda latente, o episódio da queda de luz no Estádio Estrela D’Alva minutos antes do jogo contra o Grêmio, transmitido para todo o estado em tv aberta. Na época, as críticas foram impiedosas, e a gestão foi colocada em xeque.


"Não existe pessoas como nós no futebol, de ser julgado, massacrado, principalmente naquele jogo contra o Grêmio. Fomos chineliados. Eu disse que ia esperar passar tudo para falar. Não merecemos o que falaram de nós. Aqui ninguém é moleque", disparou, defendendo a honra de quem trabalha no dia a dia do interior.


O "Momento Tato": a explosão contra os secadores


Se dentro de campo o Guarany é conhecido pela garra, fora dele, Tato Moreira é conhecido pela "corneta" afiada e pela sinceridade visceral. Ao encerrar sua entrevista coletiva, o tom solene deu lugar ao dirigente torcedor, aquele que sofreu com as previsões de rebaixamento. Em um momento que já viralizou nas redes sociais, Tato mandou um recado direto aos críticos:

"Quando tu compra um pacote de TV você tem desconto. Aproveite o desconto do Premiere no ano que vem. Seus secadores... ahhhhhh, car$%#, vão se fu%@!"

A frase, embora polêmica, resume o espírito de um dirigente que não se esconde. Tato Moreira representa o futebol raiz, onde a paixão transborda e o resultado em campo é a única resposta que importa. Para o torcedor alvirrubro, ele é o escudo que protege o clube; para o futebol gaúcho, é a prova viva de que o interior ainda pulsa com verdade e valentia.

 
 
Foto: Sérgio Galvani/Guarany

A permanência do Guarany de Bagé na elite do futebol gaúcho não foi conquistada apenas com estratégia tática, mas com "olho no olho". Após o empate em 1 a 1 contra o Avenida, que carimbou o passaporte do clube para a Série A de 2027, o técnico Gelson Conte abriu o jogo sobre os bastidores da reação meteórica da equipe.


Em meio à euforia pela vaga garantida e pela classificação histórica na Copa do Brasil, o comandante destacou que o diferencial foi entender o lado humano de um elenco que, até pouco tempo, convivia com a pressão do rebaixamento.


O "corpo a corpo" com os atletas


Diferente da postura rígida que muitos treinadores adotam em momentos de crise, Gelson Conte optou pela escuta. O técnico revelou que realizou um trabalho minucioso de conversas individuais para mapear o estado emocional, tático e físico de cada peça do grupo.

"Quando eu cheguei não precisei engrossar no vestiário, quando é preciso eu faço. O grupo precisava de carinho, olho no olho. Conversei em particular com cada um. Os atletas são seres humanos e eles abriram o coração. Quando faço a gestão de grupo, falo o nome dos atletas; o jogador se sente valorizado ao saber que reconhecemos sua qualidade", detalhou Conte.

Escalação baseada no diálogo


Segundo o treinador, essa proximidade permitiu que ele "escalasse certo" ao extrair o máximo de cada jogador em suas posições de conforto. Ele citou exemplos de superação, como a recuperação de Welder, o crescimento ofensivo de Murilo e a importância de Adailson e Tony Júnior.


Para Gelson, o ponto de virada emocional foi a vitória de 3 a 2 sobre o Inter SM: "Ali eles entenderam a linha de trabalho. O trabalho coletivo foi inteligente".


Desgaste físico e foco na direção


Apesar de admitir que a atuação contra o Avenida não foi plasticamente bonita, o técnico justificou a queda de rendimento pelo esforço hercúleo feito contra o Caxias, na Copa do Brasil. Ele também fez questão de dividir os méritos com a cúpula alvirrubra.


"A direção está de parabéns. Eles concentraram dois dias, estão há 20 anos na casa e as coisas vêm junto. Me preocupou a queda hoje, mas tem um motivo: eles correram muito contra o Caxias", concluiu o comandante, agora eternizado como o arquiteto da salvação do Índio Guerreiro.

 
 
Foto: Brasil/Divulgação

O Estádio Bento Freitas será o palco do pontapé inicial de um novo capítulo na história do Brasil de Pelotas. Nesta segunda-feira (02/03), o clube dá início à pré-temporada visando a Série D do Brasileirão, marcando o primeiro grande passo sob a gestão da SAF, comandada por Emerson Rosa. Após o título da Copa FGF sob a batuta de Gilson Maciel, a expectativa é de que o fôlego financeiro da nova estrutura impulsione o time no cenário nacional.


Entretanto, o clima de novidade vem acompanhado de desafios logísticos. Conforme apurado pelo Jornal A Hora do Sul, o grupo que se reapresenta na Arena Marini será enxuto: cerca de 14 atletas são esperados. O processo de transição burocrática entre a "Associação Brasil" e a "Sociedade Anônima do Futebol" tem sido um entrave para a oficialização de novos nomes, mantendo alguns anúncios em compasso de espera.


Baixas no elenco campeão


Se a SAF traz esperança, o mercado impõe perdas. Peças fundamentais do título da "Copinha" não estarão no Bento Freitas:


  • Felipe Camargo: O pilar defensivo, que tinha permanência encaminhada, fechou com o Manauara.

  • Tiego: O goleiro está no Floresta, e a realidade salarial atual do Xavante impediu a concorrência pelo atleta.

  • Patrickão: O centroavante segue no Ceilândia (DF).

  • Murilo: O meia, um dos destaques do time, tem compromisso com o Guarany de Bagé e atrai interesse de outros clubes.


O "Novo" Brasil que se desenha


A diretoria trabalha para preencher as lacunas, focando especialmente em um goleiro experiente que conheça os atalhos da Série D. Entre as novidades e retornos, alguns nomes já estão no radar ou acertados:


  • Retornam: Yuri e Otávio voltam após passagens por Avenida e Inter SM, respectivamente.. O zagueiro Rael, o volante Thiago Henrique e o meia-atacante Guilherme Costa integram o planejamento.

  • Reforços programados: O meia Alan (atualmente no Naviraiense-MS) chega na segunda quinzena de março. Já o zagueiro Vitor Becker segue no clube, mas foca na recuperação de lesão.


O desafio de Gilson Maciel será moldar essa nova identidade enquanto o clube se ajusta administrativamente. A Série D não permite erros, e o Brasil corre contra o tempo para encorpar o elenco antes da estreia. A competição deve iniciar em abril.

 
 
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