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Foto: Arquivo Pessoal

O técnico gaúcho Thiago Gomes ainda colhe os frutos da histórica conquista do Campeonato Amazonense 2026. Após bater o Amazonas na decisão do último sábado (21), o comandante porto-alegrense detalhou a importância de recolocar o "Leão da Vila Municipal" no topo do pódio, encerrando um incômodo jejum de mais de uma década para o maior campeão do estado.


Vindo de uma experiência internacional na Geórgia, Thiago assumiu o Nacional em fevereiro e, em pouco tempo, conseguiu neutralizar a hegemonia recente do adversário, que ostenta um investimento significativamente superior. Ele ainda foi eleito o melhor treinador do campeonato.


Davi contra Golias: O peso da estratégia


Em seu desabafo pós-título, o treinador destacou a disparidade financeira entre os finalistas e como a organização tática foi o diferencial para superar a "Onça", equipe que figura na Série B do Brasileirão.

"É um momento muito importante como treinador, de ganhar um título estadual. O Nacional é o maior vencedor do estado, mas estava há 11 anos sem ganhar. Enfrentamos o Amazonas, que vem ganhando praticamente todos os títulos e estava na Série B com investimento cinco vezes maior que a nossa equipe", pontuou Thiago Gomes.

A superioridade do Nacional sob o comando do gaúcho não ficou restrita apenas à final. Thiago relembrou que a construção da confiança passou por resultados contundentes ao longo da competição: "No turno anterior, vencemos por 3 a 0. Vencemos de novo, com sobra. Isso foi importante para o nosso trabalho, para dar continuidade na temporada e, principalmente, fazer história no clube."


Consolidação na Carreira e no Clube


Para o técnico de 41 anos, vencer no Amazonas representa um marco de afirmação em seu retorno ao futebol brasileiro. Ele ressaltou que derrubar um adversário de patamar nacional superior eleva o sarrafo do seu trabalho no comando do Leão.

"Importante para mim como treinador vencer um estadual, vencer uma equipe que está num patamar superior nacionalmente e fazer história em um clube como o Nacional", concluiu.

Com o troféu no armário e a alma lavada da torcida nacionalina, Thiago Gomes agora vira a chave para a Série D, onde tentará repetir a fórmula de sucesso para buscar o acesso e consolidar o ressurgimento do maior campeão amazonense com 44 títulos no Estado.

 
 
Éderson Ávila / G.A.Farroupilha

O Farroupilha de Pelotas quebrou o silêncio após as suspeitas levantadas pela Justiça do Trabalho sobre a venda do Estádio Nicolau Fico. Em nota oficial divulgada nesta quarta-feira, a direção do "Fantasma" rechaçou as acusações de ocultação de patrimônio e explicou os motivos que levaram à paralisação das obras da Arena Ninho do Cardeal.


O posicionamento surge como uma tentativa de acalmar os torcedores, após o Tribunal apontar que parte dos R$ 10 milhões da venda da antiga sede não teria passado pelas contas oficiais, sendo movimentado por CNPJs de terceiros.


A Defesa: "Atraso Pontual", não Fraude


A nota do Farroupilha é direta ao afirmar que "não existe qualquer fraude ou ocultação de valores". Segundo o clube, o imbróglio envolvendo o jogador Igor Padilha — um dos pivôs da ação judicial — não é fruto de má-fé, mas de uma incapacidade momentânea de fluxo de caixa. O clube argumenta que:


  • Pagamento Parcial: A maior parte da dívida com o atleta já teria sido quitada.

  • Recursos Bloqueados: O atraso nos valores residuais e honorários ocorre justamente porque as contas do clube sofrem bloqueios judiciais constantes, impedindo o acesso imediato ao dinheiro.

  • Força-Tarefa Jurídica: O departamento jurídico do clube está reunido em regime de urgência para tentar reverter a decisão que travou as obras do novo estádio.


O Raio-X da Crise: Um Clube Sem Receita


Um dos pontos mais sensíveis da nota é a admissão da fragilidade institucional do Farroupilha. A direção pintou um quadro dramático da realidade financeira na Baixada:

"Trata-se de um clube sem receitas, sem quadro expressivo de sócios e sem fontes constantes de renda, o que torna ainda mais desafiador lidar com o elevado número de demandas judiciais."

Sem o Nicolau Fico e ainda sem a nova Arena pronta, o Farroupilha se vê em um "limbo" operacional, tentando equilibrar o pagamento de dívidas do passado com o sonho da reconstrução do patrimônio.


Compromisso com o "Ninho do Cardeal"


Apesar do cenário de "terra arrasada" nas finanças, a nota reafirma que o compromisso com a conclusão da Arena segue de pé. O clube garante que resolverá a pendência com Igor Padilha para que o canteiro de obras volte à ativa o quanto antes. O temor da torcida é que a paralisação prolongada deteriore o que já foi construído e afaste possíveis parceiros comerciais.



NOTA NA ÍNTEGRA: O Grêmio Atlético Farroupilha vem a público esclarecer informações divulgadas recentemente sobre a paralisação de sua obra.


Não existe qualquer fraude ou ocultação de valores por parte do clube.

Em relação ao caso mencionado, não houve descumprimento total de acordo.

Houve, sim, um atraso pontual em razão da indisponibilidade momentânea de recursos, inclusive envolvendo honorários e valores residuais, a parte maior já foi recebida pelo atleta justamente porque o clube não tem acesso imediato aos valores que se encontram bloqueados.


Ressaltamos que, mesmo diante das dificuldades, o clube já está adotando todas as medidas necessárias. Na tarde de hoje, a equipe jurídica está reunida para buscar a regularização da situação e viabilizar, com urgência, a retomada da obra.


É importante destacar que o Farroupilha atravessa um cenário financeiro extremamente delicado. Trata-se de um clube sem receitas, sem quadro expressivo de sócios e sem fontes constantes de renda, o que torna ainda mais desafiador lidar com o elevado número de demandas judiciais.


Mas irá resolver o a situação com o Atleta Igor Padilha.


O clube reafirma seu compromisso com a transparência, com o cumprimento de suas obrigações e com a continuidade de seus projetos, sempre respeitando os limites de sua realidade financeira.


Seguimos trabalhando para superar este momento e dar continuidade à reconstrução do Grêmio Atlético Farroupilha.

 
 

A histórica permanência do Monsoon FC na elite do futebol gaúcho para 2027 não foi suficiente para trazer tranquilidade ao clube de Capão da Canoa. Segundo reportagem assinada pelos jornalistas Rafael Divério e Luis Gustavo Santos, de GZH, o clube atravessa uma grave crise financeira, com atrasos salariais que atingem atletas, comissão técnica e funcionários.


A situação é crítica: o clube não quitou parte dos vencimentos de fevereiro e ainda não efetuou nenhum pagamento referente ao mês de março. Além disso, as premiações prometidas ao elenco pela manutenção da equipe na Série A do Estadual seguem em aberto.


O "Nó" Financeiro: Verba da FGF Confiscada


A esperança da diretoria em quitar os débitos residia na última parcela da verba de televisão e patrocínio paga pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF). No entanto, o planejamento sofreu um duro golpe judicial. O clube já havia recebido R$ 500 mil divididos em três parcelas ao longo do campeonato. O restante da verba, cerca de R$ 460 mil, a que o Monsoon teria direito, foi totalmente confiscado pela Justiça do Trabalho para o pagamento de dívidas acumuladas.


O CEO do clube e ex-jogador, Vitor Hugo Manique, que adquiriu a instituição já com um passivo de quase R$ 7 milhões, tenta tranquilizar os credores. "Vamos botar tudo em dia o quanto antes. Ninguém vai ficar sem receber", afirmou à GZH.


Herança Maldita e Judicialização


A crise não é recente, mas se agravou drasticamente em 2025, coincidindo com o fim do aporte financeiro do empresário indiano Sumant Sharma, que financiava o projeto até 2024. O levantamento jurídico aponta um cenário alarmante:


  • Processos Trabalhistas: Existem ao menos 25 processos contra o clube no TRT-4.

  • Irregularidades: Relatos de ex-funcionários indicam a ausência de depósitos de FGTS e direitos trabalhistas não pagos em temporadas anteriores.

  • Logística: Mesmo com sede em Capão da Canoa, o clube precisou mandar seus jogos no Estádio do São José, em Porto Alegre, o que gera custos operacionais.

 
 
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