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Foto: @gcosta.jpg/Brasil

O processo de transição do Brasil para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ainda desperta dúvidas e questionamentos na torcida xavante. Apesar de o contrato de compra já ter sido formalizado — com Emerson da Rosa adquirindo 90% das ações e os 10% restantes permanecendo com o clube associativo —, a transferência jurídica definitiva dos ativos para o Consórcio Xavante ainda não ocorreu. O trâmite atualmente aguarda por uma homologação judicial.


Em entrevista à Rádio Pelotense, o investidor tratou o tema com naturalidade. Questionado se a lentidão burocrática e a espera pela decisão dos tribunais geram algum tipo de preocupação para a gestão, Emerson demonstrou tranquilidade e garantiu que o grupo comprador tem cumprido rigorosamente com todas as suas obrigações.


Consciência limpa e dependência de terceiros


De acordo com o gestor, a intenção da SAF é acelerar ao máximo a regularização de todos os setores do clube, mas há prazos do Poder Judiciário que fogem do controle direto dos novos administradores.

"Nós estamos trabalhando para que as coisas se ajustem o mais rápido possível. Até por isso, para nos dar essa possibilidade de poder trabalhar com uma certa, vamos dizer assim, com mais tranquilidade. Então, o nosso objetivo sempre foi esse, da resolução de todos os aspectos, de ter um clube realmente com todas as questões já resolvidas. Mas, como eu falei, muitas coisas não dependem da gente, muitas coisas dependem de terceiros e a gente tem que fazer a nossa parte", explicou Emerson.

Foco em novas frentes de trabalho


O ex-jogador e agora empresário reforçou que a agilidade na entrega de documentos solicitados pela Justiça é uma prioridade da SAF para que o clube possa, finalmente, focar em projetos de expansão sem amarras jurídicas.

"Acho que no momento que nós fizemos a nossa parte, eu posso dizer assim que a consciência está limpa, no sentido que tem algumas coisas que não dependem da gente. Então, tudo aquilo que é solicitado, tudo aquilo que é pedido, que está em nosso alcance, nós sempre aceleramos esse processo porque o nosso interesse é esse. É de estar com tudo resolvido e ter tranquilidade para trabalhar em outras frentes", completou o dirigente.

Mesmo com o compasso de espera nos tribunais, o planejamento do futebol profissional para a disputa da Série D do Brasileirão segue executado normalmente pelo Consórcio Xavante, que busca dar estabilidade financeira ao clube de Pelotas nesta temporada de reconstrução.

 
 
Foto: @twomotion_design/Caxias

A imponente vitória do Caxias por 2 a 0 contra o Paysandu no último domingo não serviu apenas para colocar a equipe no G8 da Série C e quebrar a invencibilidade do líder. O resultado comandado pelo técnico Marcelo Cabo cravou o nome do atual elenco em uma marca histórica: o clube atingiu a emblemática marca de 600 vitórias dentro do Estádio Centenário.


Os heróis da tarde, Ravanelli e Salatiel, agora fazem parte de uma seleta galeria de atletas que balançaram as redes em momentos capitais da praça esportiva fundada em 1976 para abrigar o clube na Série A do Brasileirão.


O Gigante de Caxias do Sul


Desde a sua inauguração, o Centenário tem sido o maior trunfo do Caxias no cenário estadual e nacional. Em 50 anos de história do estádio, o Grená ostenta um aproveitamento avassalador diante de seus adversários.


Confira o balanço estatístico oficial do Caxias atuando em sua fortaleza:

Estatística

Números Totais

Jogos Realizados

1.146

Vitórias

600

Empates

328

Derrotas

218

Gols Marcados

1.731

Gols Sofridos

944


De 100 em 100: A Linha do Tempo das Marcas Históricas


A caminhada até a vitória de número 600 foi pavimentada por confrontos marcantes, clássicos do interior e duelos decisivos pelo Campeonato Brasileiro.


  • Vitória 100 (12/04/1984): Caxias 2 x 0 São José (Amistoso)

  • Vitória 200 (07/06/1993): Caxias 2 x 0 Pelotas (Gauchão)

  • Vitória 300 (22/08/2001): Caxias 1 x 0 Avaí (Série B do Brasileirão)

  • Vitória 400 (28/11/2007): Caxias 1 x 0 Brasil de Pelotas (Copa FGF)

  • Vitória 500 (12/06/2016): Caxias 2 x 1 Metropolitano-SC (Série D do Brasileirão)

  • Vitória 600 (17/05/2026): Caxias 2 x 0 Paysandu (Série C do Brasileirão)

Nota do redator: O levantamento estatístico histórico e detalhado é fruto do trabalho de pesquisa do historiador e escritor Gustavo Côrtes.

 
 
Foto: Luiz Erbes/Caxias

O final de semana de futebol nacional foi de fortes emoções e sentimentos mistos para os clubes do Rio Grande do Sul. Entre heróis de última hora em Minas Gerais, a quebra da banca em Caxias do Sul com estrela de cara nova e clássicos estaduais repletos de rivalidade na Série D, os gaúchos lutaram palmo a palmo por suas posições nas tabelas de classificação.


Série B: Juventude busca empate nos acréscimos em Minas Gerais


Ainda sob o eco da classificação histórica contra o São Paulo na Copa do Brasil, o Juventude mostrou poder de reação longe de seus domínios. Enfrentando o Athletic em solo mineiro, o Alviverde saiu atrás no placar após gol de Dixon. Porém, mostrando a tradicional garra jaconera, o time buscou o empate em 1 a 1 aos 47 minutos do segundo tempo, com gol de Raí Silva. Com o ponto valioso somado fora de casa, o Verdão se mantém na 9ª colocação com 13 pontos, mesma pontuação do primeiro time dentro do G6.


Série C: Caxias derruba o líder e Ypiranga sofre duro golpe em Erechim


Os representantes gaúchos na terceira divisão tiveram 50% de aproveitamento na rodada, mas com cenários completamente opostos:


  • Caxias: No Estádio Centenário, o Grená deu uma verdadeira demonstração de força ao bater o líder Paysandu por 2 a 0. Aposta antecipada do técnico Marcelo Cabo, o meia Ravanelli justificou a titularidade e abriu o placar, enquanto Salatiel fechou a conta. A grande vitória levou o Caxias aos 11 pontos, ingressando com méritos no G8 na 8ª colocação.


  • Ypiranga: O sábado foi doloroso para o Canarinho. Jogando no Colosso da Lagoa, o time de Erechim foi surpreendido e goleado pelo Maringá por 4 a 1. Com o tropeço pesado diante de sua torcida, a equipe estacionou nos 10 pontos e acabou deixando a zona de classificação para o quadrangular.


Série D: Clássicos regionais elevam a temperatura da rodada


A quarta divisão nacional foi marcada por confrontos diretos entre equipes do estado, acirrando as disputas pelas vagas à próxima fase.


Grupo A15: No Estádio 19 de Outubro, em Ijuí, o São Luiz levou a melhor sobre o Guarany de Bagé ao vencer por 2 a 0, em um jogo com a tradicional "cara de Gauchão". O resultado consolida o Rubro no G4 com 11 pontos, enquanto o Índio da Campanha amarga a lanterna do grupo com apenas 4 pontos, restando três jogos para o fim da primeira fase.


Grupo A16: O Estádio Bento Freitas foi palco de uma partida extremamente pegada e com confusão após o apito para o intervalo entre Brasil de Pelotas e São José. No fim, as defesas superaram os ataques e o placar não saiu do 0 a 0. O empate mantém o Xavante na 4ª posição com 8 pontos (fechando a zona de classificação), e o Zeca logo atrás, estacionado em 5º lugar com 6 pontos.

 
 
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